Bolsa europeias em queda e BCP lidera perdas em Lisboa

O título do BCP, cujo peso no índice PSI20 é muito significativo, liderou as perdas. O grupo EDP também penalizou a bolsa portuguesa, com perdas em torno dos 0,40%.

Daniel Munoz/Reuters

O BCP caiu hoje -0,87% para 0,1935 euros e foi a ação que mais pesou na queda do índice PSI-20 (-0,22% para 5.161,5 pontos). Segui-se a Galp a descer -0,68% para 14,51 euros. Mas há mais pesos pesados em queda. A EDP perdeu -0,49% para 3,662 euros; ao passo que a EDP Renováveis caiu -0,40% para 10,04 euros.

A Sonae Capital recuou -0,76% para 0,78 euros.

Mas há títulos que fecharam em alta, embora não tenham sido suficientes para puxar pelo índice.

A Mota-Engil subiu +0,88% para 1,825 euros. A Altri ganhou +0,70% para 5,775 euros; a Ibersol valorizou +0,79% para 7,70 euros; a Semapa avançou +0,58% para 13,92 euros, e Pharol subiu +0,78%. Foram nove os títulos que valorizaram.

“Esta semana será bastante marcada pela conjuntura externa, pelo que o fio condutor do nosso mercado será fundamentalmente o comportamento das bolsas mundiais”, diz o analista do BPI.

As bolsas europeias encerraram em baixa, embora as variações não tenham sido muito expressivas. O FTSE 100 caiu 0,08% para 7.233,9 pontos; o CAC 40 desceu 0,59% para 5.837,3 pontos; o DAX recuou 0,46% para 13.105,6 pontos; o IBEX também fechou em queda de 0,30% para 9.354,6 pontos e o FTSE MIB desvalorizou 0,97% para 22.956,9 pontos.

O EuroStoxx 50 caiu 0,55% para 3.672,18 ponto.

“Os produtores de matérias-primas fecharam em alta, não obstante os dados dececionantes revelados sobre a economia chinesa”, explica o analista do BPI.

No fim-de-semana, foram publicados os números da balança comercial chinesa, que continuação a acusar a desaceleração. Em novembro, as exportações chinesas recuaram 1,10% face a novembro de 2018, sendo que as previsões apontavam para um acréscimo de 1%. Por sua vez, as importações aumentaram inesperadamente 0,03% face às estimativas de uma quebra de 1,8%.

O dia foi marcado por uma overperformance relativa dos bancos, diz o analista.

“De lembrar que para além das vicissitudes das relações sino-americanas, os investidores irão acompanhar as eleições em Inglaterra na 5ª feira (das quais muito depende do Brexit), bem como as reuniões da Fed, na 4ª feira, e do BCE, na 5ª feira”.

Em termos macroeconómicos destaque para o Indicador Compósito Avançado da OCDE que em outubro apresentou uma variação de 0,11% em termos mensais e de -0,92% em termos homólogos, registando um valor de 99,13 pontos. Estes valores indicam uma fase de estabilização da actividade económica.

As obrigações alemãs caem 2,1 pontos base para -0,307%; a dívida portuguesa também cai 3,1 pontos base para 0,392%; a espanhola recua 3,9 pontos base para 0,454% e Itália vê os juros soberanos descerem 7,5 pontos base para 1,276%. Destaque para queda dos juros da dívida da Grécia a 10 anos (-11,7 pontos base para 1,394%).

O petróleo perde 0,31% em Londres para 64,19 dólares e o West Texas caiu 0,44% para 58,94 dólares.

O euro sobe 0,02% para 1,1062 dólares.

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As principais bolsas europeias também encontram-se todas no ‘vermelho’, com o IBEX 35 (Espanha) a desvalorizar 1,38%, o CAC 40 (França) a perder 1,14%, o DAX (Alemanha) a cair 1,12% e o FTSE 100 (Reino Unido) a recuar 0,79%.
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