Bolsa de Nova Iorque com novos máximos e Dow Jones imparável

O índice Dow Jones aproxima-se dos 20.000 pontos. Os EUA estão em alta indiferentes à volatilidade da Europa, e à crise de divisas da China.

REUTERS/Lucas Jackson

Pode dizer-se tudo de Donald Trump, mas não há dúvida que ele agrada aos investidores de Wall Street. O Dow Jones, desde a vitória de Trump, no passado diz 8 de novembro, acumula 16 subidas sucessivas na bolsa. Hoje fechou nos 19.911,21 (+0,58%), e aproxima-se a passos largos do 20.000 pontos.

Além disso, o S&P 500 marcou um novo máximo histórico nos 2.271,72 pontos (+0,65%) e o Nasdaq fechou nos 5.463,83 pontos (+0,95%).

Os grandes grupos tecnológicos como Intel (+2,3%), IBM (+1,7%) e Apple (+1,6%) lideraram os ganhos tanto do Dow Jones como do Nasdaq. Outros grandes títulos do sector como Facebook (+2%) e Amazon (+1,8%) também deram uma ajuda.

Noutros mercados, o preço do petróleo West Texas (WTI) subiu hoje 0,28% e fechou nos 52,98 dólares o barril. Já o barril de petróleo Brent para entrega em Fevereiro fechou no mercado de futuros de Londres nos 55,72 dólares, 0,05% acima da sessão anterior.

Amanhã é dia de reunião e conferência de imprensa da Reserva Federal norte-americana, com possível anúncio de subida dos juros.

Franck Dixmier, Global Head of Fixed Income, Allianz Global Investors (AllianzGI), fez uma análise prévio a Encontro do FOMC, esta quarta-feira, 14 de Dezembro, dizendo que “a Fed deve anunciar esta semana uma subida de 0,25% nas suas taxas de Fed Funds. Mas os mercados atribuem uma probabilidade de 100% a essa subida, que está, por isso, já repercutida nos preços”.

“Nas suas comunicações subsequentes, o banco central deverá destacar as perspetivas futuras da inflação nos EUA. Ao mesmo tempo, a Fed deverá reconhecer que a alta recente no dólar tem a ver com as restrições implícitas nas condições monetárias, para fazer face à tendência em alta nos salários, nos preços do petróleo e nas expectativas para a inflação. Esta combinação vai validar um cenário em alta da inflação-base e, assim, justificar aumentos adicionais nos juros em 2017”, explica o gestor.

“(…) A isto, devemos acrescentar as políticas desconhecidas da futura administração dos EUA. Na sua comunicação sobre as perspetivas para a inflação e o crescimento, a Fed não pode incorporar algo que, até aqui, não passou de pouco mais do que prenúncios de política económica.”, refere ainda o especialista da Allianz.

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O banco liderado por Miguel Maya cessou o dia com ganhos de 1,23% para 0,1479 euros, seguido da NOS, com 1,21% para 3,83 euros. A Semapa terminou o dia a subir 1,90% para 13,98 euros.

Wall Street arranca semana em baixa

Assim, na abertura de Wall Street, o Dow Jones perde 0,62% para 34.217,92 pontos, o S&P 500 cede 0,69% para 34.217,92 pontos e o tecnológico Nasdaq recua 0,54% para 11.399,31 pontos. 
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