Bolsa valoriza com Semapa a liderar ganhos

O petróleo está em subida com o brent a subir 0,37% para os 120,16 euros, e o crude sobe 0,43% para os 119,38 euros.

A bolsa de Lisboa abriu no ‘verde’, com uma valorização de 0,42%, para os 6,248.24 pontos.

A Semapa possui a maior subida, com uma valorização de 1,02% para os 15,86 euros, seguida pela Mota Engil, que sobe 1,07%, para os 1,32 euros, e a Greenvolt, que valoriza 0,97%, para os 7,31 euros.

Em quebra está a EDP, que desce 0,09%, para os 22,78 euros, e a EDP que desvaloriza 0,15% para os 4,66 euros.

Nas bolsas europeias o DAX (Alemanha) sobe 0,90%, o FTSE 100 (Reino Unido) valoriza 1,03%, o CAC40 (França) sobe 0,99%, e o IBEX 35 (Espanha) valoriza 0,50%.

A research da BA&N salienta eventos relevantes que vão se realizar esta semana e que “darão sinais decisivos” sobre o ritmo de subida de juros na Zona Euro e se a inflação nos EUA já atingiu o pico.

Um desses eventos relevantes é a reunião do Banco Central Europeu (BCE), prevista para quinta-feira, e depois a inflação dos Estados Unidos.

“A autoridade monetária deverá validar, na quinta-feira, que o programa de compra de ativos chega ao fim no início de julho e que a primeira subida de juros acontecerá no final do próximo mês. Os investidores vão avaliar se Lagarde deixa a porta aberta a uma subida inicial de 50 pontos base. Este cenário defendido por vários membros do Conselho do BCE é atualmente visto como pouco provável pelos economistas, que estimam antes uma série de subidas de 25 pontos base nas próximas reuniões que permitam a taxa dos depósitos fechar 2022 em terreno positivo”, refere a BA&N.

Contudo estes eventos não condicionaram ganhos nas bolsas europeias, que beneficiaram com o alívio das medidas restritivas da pandemia na China.

“Apesar da cautela com estes desenvolvimentos no final da semana, os índices europeus marcam ganhos robustos devido a notícias positivas na China. As autoridades em Pequim deram mais um passo para aliviar as medidas restritivas devido à pandemia, o que está a gerar otimismo sobre a evolução da economia chinesa e a melhoria nos constrangimentos nas cadeias de abastecimento que têm sido um fator de pressão sobre a economia global”, diz a BA&N.

As “yields” das obrigações europeias estão a aliviar, “depois do Financial Times ter noticiado que o BCE vai mostrar compromisso com um plano para combater uma subida acentuada nos juros dos periféricos”, salienta a BA&N.

“A “yield” das obrigações de Itália descem cinco pontos base para 3,33%. A taxa de juro das obrigações britânicas agrava-se em quatro pontos base depois de ter sido anunciado esta manhã que o primeiro-ministro Boris Johnson enfrenta hoje um voto de confiança no Parlamento que tem um apoio relevante no seu próprio partido”, acrescenta a BA&N.

No petróleo a tendência é de subida com o brent a subir 0,37% para os 120,16 euros, e o crude sobe 0,43% para os 119,38 euros.

Relativamente ao petróleo a research do BiG destaca o aumento dos preços de venda acima do esperado para a Ásia, por parte da Arábia Saudita “numa altura em que a China – o maior importador do mundo – está a emergir de confinamentos”.

O BIG salienta que “os Estados Unidos podem vir a permitir que a Eni e a Repsol possam transportar petróleo venezuelano para a Europa a partir de julho. A mesma fonte considera que o volume não será elevado e que o impacto no preço global será modesto”.

A research do BIG refere também que o Banco Central Europeu (BCE) pode reforçar o seu compromisso para apoiar o mercado de dívida da Zona Euro caso se verifique um sell-off. “Muitos dos 25 membros do conselho de governadores deverão apoiar uma proposta para a criação de um novo programa de compra de obrigações (caso seja necessário) para evitar que o custo de financiamento de estados-membros como Itália fique fora de controlo”, acrescenta o BiG.

Atualizado às 09h34

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