Bolsas EPIS com montante recorde de 337 mil euros. Candidaturas decorrem até 23 de setembro

São 163 as Bolsas Sociais a atribuir este ano pela EPIS – Empresários Pela Inclusão Social, num valor recorde de investimento de 337 mil euros, para apoiar alunos carenciados durante o seu percurso no ensino secundário e universitário e premiar as boas práticas na Educação, pela inclusão social e inserção profissional e/ou ocupacional. As candidaturas devem ser submetidas até ao dia 23 de setembro

A EPIS – Empresários Pela Inclusão Social anunciou que vai atribuir este ano 163 Bolsas Sociais  num valor recorde de investimento de 337 mil euros. As bolsas destinam-se a apoiar alunos carenciados durante o percurso no ensino secundário e universitário e premiar as boas práticas na Educação, pela inclusão social e inserção profissional e/ou ocupacional.

As candidaturas devem ser submetidas até ao dia 23 de setembro, podendo candidatar-se todas as escolas, instituições e alunos de Portugal incluindo Açores e Madeira.

Nesta 12.ª edição do programa de bolsas sociais destaca-se a aposta na qualificação superior de todos os jovens a estudar em Portugal e das 163 bolsas a atribuir, 55 são destinadas para apoiar alunos durante a licenciatura, 29 para apoiar mestrados, 69 para o ensino secundário e 10 para apoiar a orientação, formação e inserção profissional de jovens adultos com necessidades especiais.

Os premiados nesta edição terão também a oportunidade de participar em programas de ‘mentoring’, com voluntários colaboradores dos investidores sociais, enquanto a bolsa estiver em vigor. Em sequência do contexto de guerra que se vive na Europa, a EPIS alargou este programa a jovens estudantes de famílias refugiadas ou deslocadas, a estudar em Portugal.

Em 2022, o programa conta com 35 investidores sociais: ANA – Aeroportos de Portugal, Águas do Vale do Tejo, Ascenza, Avipronto, Banco Montepio, Bial, Boehringer Ingelheim, Brisa, Caima, Caixa Geral de Depósitos, Cires, Cofaco Açores, CTT Portugal, Deloitte, Fertagus, Fresenius Kabi, Fundação AGEAS – Agir com coração, Fundação Amélia de Mello, Fundação Galp, Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Fundação Monjardino, Fundação Santander, Grupo Jerónimo Martins, Grupo Pestana, Omnova, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Sogrape, Soroptimist International Clube Lisboa Caravela, Super Bock Group, Tabaqueira, Vhumana e Zurich e três doadores individuais, Diogo Simões Pereira, Duarte Mineiro e Ernesto Silva Vieira.

O programa Bolsas Sociais EPIS 2022 está organizado em sete áreas e 15 categorias – incluindo as categorias especiais de Bolsas Galp e Bolsas Jerónimo Martins, que têm como objetivo apoiar, de forma continuada e orientada, alunos de famílias mais desfavorecidas, a completarem o secundário, licenciatura e mestrado.

As Bolsas Galp distinguem alunos de qualquer nacionalidade que estejam a iniciar estudos em licenciatura ou mestrado de dois anos, em Portugal, em 2022/2023, residentes nos concelhos de Alcoutim, Matosinhos, Odemira, Ourique, Santiago do Cacém, Setúbal, Sines, Região Autónoma dos Açores e Região Autónoma da Madeira. Serão premiados 40 alunos que tenham terminado o 12.º ano de escolaridade ou licenciatura com sucesso em 2021/2022 e que estejam a iniciar estudos em cursos de especialização tecnológica (CET), licenciatura ou mestrado de 2 anos, em 2022/2023.

As Bolsas Jerónimo Martins distinguem alunos de qualquer concelho e nacionalidade que estejam a iniciar estudos no ensino secundário, licenciatura ou mestrado de 2 anos, em Portugal. Serão premiados 14 alunos que tenham terminado o 9.º ano ou 12.º anos de escolaridade ou licenciatura com sucesso em 2021/2022 e que estejam a iniciar estudos no ensino secundário ou pós-secundário, em cursos de especialização tecnológica (CET) ou licenciatura, ou mestrado de 2 anos, em 2022/2023. Estas bolsas pretendem apoiar os jovens no prosseguimento de estudos, do ensino secundário ao mestrado, num ciclo temporal potencial máximo de 8 anos (3+3+2 anos). Esta bolsa prevê ainda que, a partir de 2024, o desempenho escolar e o desenvolvimento individual dos alunos sejam monitorizados através da intervenção e a capacitação realizada por mediadores EPIS.

“O desafio atual do ensino superior passa, em grande medida, pela igualdade de acesso para todos os jovens, em especial os que, tendo mérito académico, pertencem a famílias com menos capacidade económica para suportar três a cinco anos de investimento para um ou mais filhos, muitas vezes deslocados da sua residência. Deste modo, um sistema de bolsas de estudo com ampla cobertura parece ser fundamental para ultrapassar este desafio no final da década”, afirma a presidente da EPIS, Leonor Beleza.

Em 2021, a EPIS atribuiu 147 Bolsas Sociais a jovens, num investimento de 290 mil euros, o que representa um aumento de 96% face a 2020 e de 171% face a 2019. Segundo o relatório da Associação, 53 dessas bolsas – 36% do total – foram atribuídas a alunos a iniciar o ensino superior ou o mestrado, sendo as restantes para apoiar alunos no ensino secundário. Em termos de candidaturas apresentadas, que atingiram um valor recorde de 528, as categorias do ensino superior e mestrado representaram 48% do total, em que apenas 51% dos candidatos teriam outros apoios sociais – valor que compara com 69% no caso dos candidatos para o ensino secundário.

Desde 2011, as Bolsas Sociais EPIS permitiram o apoio a 109 escolas e organizações através da atribuição de 735 bolsas, num investimento de 1.259 mil euros, possíveis com o apoio de 75 investidores sociais e 46 doadores individuais, através de 189 parcerias.

 

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