Bolsas europeias abriram no vermelho com olhos postos na Fed

Os principais índices europeus estão a negociar em terreno negativo, com os investidores na expetativa sobre os aumentos nas taxas de juro para os próximos anos.

Carlos Barria/Reuters

As bolsas europeias abriram no vermelho, com os investidores a manterem a expetativa das decisões que poderão sair hoje da reunião da Reserva Federal norte-americana em relação à subida das taxas de juro.

O PSI20 segue a perder 0,10%, acompanhado dos pares europeus. O alemão Dax cai 0,18%, o francês CAC desvaloriza 0,51% e italiano MIB perde 0,36%.

A reunião da FED será o principal evento da sessão. É quase consensual que a Reserva Federal irá aumentar as taxas diretoras em 25 pontos base. No entanto, o foco principal será saber quantos aumentos das taxas de juro os diversos membros da FED estimam para 2017 e 2018.

A pressionar a praça lisboeta estão os títulos do grupo EDP. A elétrica liderada por António Mexia desce 0,59%, enquanto a EDP Renováveis cede 0,58%. Também a Jerónimo Martins pressiona a praça lisboeta, com uma queda de 0,98%.

A EDP Renováveis informou hoje o mercado que “encaixou” 114 milhões de euros através de um financiamento “Tax Equity” com o MUFG e com outro investidor institucional, em troca de um interesse económico no projeco Amazon Wind Farm US Central (Timber Road III) de 101 MW. A estrutura de parceria institucional estabelecida permite uma utilização eficiente dos benefícios fiscais gerados pelo projecto.

No mercado das matérias-primas o Brent desvaloriza 0,97% para os 55,18 dólares, depois de quatro dias de ganhos, tal como o Crude perde 1,19% para os 52,35 dólares

Os mercados globais de petróleo vão passar de uma situação de superavit para uma de défice na primeira metade de 2017, com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros produtores a implementarem um acordo para cortar a produção, prevê a Agência Internacional de Energia (AIE), num comunicado divulgado ontem.

Segundo a agência, que aconselha 29 nações sobre política energética, os inventários de petróleo vão descer cerca de 600 mil barris por dia nos próximos seis meses, face a uma anterior previsão que os ‘stocks’ não começariam a cair antes do final de 2017.

Já o euro deprecia 0,02% para os 1,0626 dólares.

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