Bolsas europeias em baixa, depois da subida das taxas de juro nos EUA

A mensagem lançada na quarta-feira pela Fed foi acolhida negativamente pelos investidores em Wall Street, que terminou a sessão com fortes cortes.

As principais bolsas europeias estavam hoje em baixa, afetadas pela mensagem lançada pela Reserva Federal dos EUA (Fed), que advertiu que o teto que pode alcançar as taxas de juros será mais alto do que o esperado.

Às 08:50 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a cair 1,23% para 408,32 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt baixavam 0,75%, 0,88% e 0,93%, bem como as de Madrid e Milão, que se desvalorizavam 1,53% e 0,90%.

Depois de abrir a cair, a Bolsa de Lisboa mantinha a tendência e às 08:50, o principal índice, o PSI, estava a recuar 0,91% para 5.682,20 pontos.

A mensagem lançada na quarta-feira pela Fed foi acolhida negativamente pelos investidores em Wall Street, que terminou a sessão com fortes cortes.

O presidente da Fed, Jerome Powell, afirmou que o banco central norte-americano tinha ainda “muito caminho por percorrer” para endurecer a sua política monetária o suficiente para reduzir a inflação para o objetivo de 2%.

Ainda que não tenha descartado uma moderação das subidas das taxas de juro, Powell assegurou que era “prematuro” falar do assunto, sublinharam analistas citados pela Efe.

A Fed subiu de novo as taxas de juro em 75 pontos base para 3,75%, o nível mais alto desde dezembro de 2007.

O mercado da dívida reagiu com subidas dos juros soberanos, com os dos EUA a dez anos a avançarem para 4,1% e os da Alemanha no mesmo prazo a avançarem para 2,26%.

Depois da Fed na quarta-feira, hoje é o dia do Banco de Inglaterra se reunir, com os mercados também a anteciparem uma subida das taxas de juro, atualmente em 2,25%, para travar a subida da taxa de inflação no Reino Unido, atualmente em 10,1%.

Hoje os investidores também estão pendentes dos dados do desemprego na zona euro.

Na quarta-feira, a Bolsa de Wall Street terminou em baixa, com o Dow Jones a descer 1,55% para 32.147,76 pontos, contra o máximo desde que foi criado em 1896, de 36.799,65 pontos, registado em 4 de janeiro deste ano.

O Nasdaq fechou a desvalorizar-se 3,36% para 10.524,80 pontos, contra o atual máximo, de 16.057,44 pontos, verificado em 16 de novembro do ano passado.

A nível cambial, o euro abriu em baixa no mercado de câmbios de Frankfurt, a cotar-se a 0,9785 dólares, contra 0,9880 dólares na quarta-feira e 0,9585 dólares em 27 de setembro, um mínimo desde junho de 2002.

O euro terminou acima da paridade em 26 de outubro, a 1,0076 dólares, pela primeira vez desde 20 de setembro.

O barril de petróleo Brent para entrega em janeiro abriu com tendência descendente no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, a cotar-se a 95,15 dólares, contra 96,16 dólares na quarta-feira e 81,34 dólares em 26 de setembro, um mínimo desde fevereiro deste ano (antes do início da invasão da Ucrânia pela Rússia).

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