Bolsas europeias fecham no verde. Greenvolt anima PSI

Em Portugal a Greenvolt, a Galp e o BCP lideraram as subidas. O índice que mais subiu foi o espanhol IBEX. Em Madrid, a Cellnex disparou 9,84%. Isto depois da notícia de que a American Tower em conjunto com o fundo Brookfield está a ponderar o lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA).

O PSI fechou a subir 0,87% para 5.913,25 pontos com as ações da Greenvolt a valorizarem +3,18% para 8,12 euros. Isto no dia em que emitiu 200 milhões de euros em nova dívida que foi totalmente comprada pelo fundo norte-americano KKR. As obrigações a sete anos são convertíveis em capital ao fim do terceiro ano, pelo que o fundo norte-americano pode tornar-se então acionista da empresa.

As obrigações da Greenvolt a serem subscritas pelo KKR têm uma taxa de juro anual de 4,75% e ao fim dos três anos, o preço de conversão destes títulos em ações ficou definido em 10 euros, o que avalia a empresa de renováveis em 1,6 mil milhões de euros.

Também a Galp se destacou nas subidas ao avançar +2,07% para 12,82 euros. O BCP foi a outra estrela da sessão ao subir +2,32% para 0,1850 euros.

“Por cá, o índice nacional foi impulsionado por Greenvolt após divulgar que um fundo global de infraestrutura terá subscrito os seus títulos de dívida. O BCP também contribuiu, após ter sido elevado por duas casas de investimento”, segundo o analista de mercados do BCP, Ramiro Loureiro.

Quatro títulos fecharam em queda no índice, a Navigator, a Sonae, a Altri e a Corticeira Amorim. A Navigator recuou -0,51% para 3,10 euros; a Altri perdeu -0,37% para 4,88 euros; a Sonae desceu -0,10% para 0,9600 euros e a Corticeira fechou a cair -0,11% para 8,81 euros.

A EDP e a NOS mantiveram-se inalteradas.

Os mercados europeus prevaleceu a tendência positiva na última sessão da semana, numa manhã marcada pela divulgação de que os preços no produtor na Alemanha terão abrandado pelo 3.ºmês consecutivo em dezembro, ainda que menos que o esperado, e pela revelação de que as vendas a retalho no Reino Unido terão contraído mais que o esperado em dezembro, um mês marcado pela época natalícia.

Ainda esta manhã, o discurso de Christine Lagarde não revelou novidades, com a presidente do BCE a reiterar que o banco central deverá manter a sua postura agressiva na definição de taxas, de modo a combater a inflação.

No Universo Stoxx 600, os ganhos foram transversais à grande maioria dos setores, “com o de retalho na liderança, mesmo depois da Nordstrom ter desiludido ontem os investidores após divulgar um Outlook aquém do esperado para 2023”, refere uma análise da MTrader.

No sector Automóvel, a Continental desanimou (-1,21%) ao refletir um downgrade feito por uma casa de investimento.

No mundo empresarial, de destacar o disparo de quase 8,56% da petrolífera italiana Saipem, após conseguir dois contratos offshore. Já a petrolífera da Dinamarca Orsted recuou 8,70% depois de reportar o EBITDA preliminar de 2022.

Em Espanha, a Cellnex disparou 9,84%. Isto depois da notícia que a American Tower em conjunto com o fundo de capital de risco Brookfield está a ponderar o lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a empresas espanhola. O Ok Diario, citando fontes conhecedoras do processo, diz que os investidores já terão contratado o Morgan Stanley para assessorar a operação, que visaria a saída de bolsa da nona maior empresa do Ibex-35.

O EuroStoxx 50 subiu 0,59% para 4.118,25 pontos; o Stoxx 600 avançou 0,35%.

Nas praças, Londres subiu 0,29% para 7.769,6 pontos; o CAC 40 avançou 0,58% para 6.992,5 pontos; o DAX valorizou 0,72% para 15.027,2 pontos; o FTSE MIB ganhou 0,70% para 25.775,5 pontos; e o IBEX disparou 1,38% para 8.914,7 pontos.

O euro aprecia 0,02% para 1,0835 dólares.

O Brent sobe 0,85% para 86,89 dólares o barril.

Por fim, no mercado de dívida pública, os juros a 10 anos da Alemanha dispara 11,11 pontos base para 2,17%. Também Portugal vê os juros subirem 15,15 pontos base para 3,04%. Espanha regista uma subida de 13,99 pontos base para 3,13% e Itália tem as yields a agravarem 20,55 pontos base para 3,98%.

A Grécia vê os juros subirem 11,16 pontos base para 4,14%.

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