Bolsas Europeias negoceiam no vermelho preocupadas com subida de juros agressiva

Além da continuação de políticas monetárias mais “restritivas” e de um dólar “eventualmente imparável”, os mercados também estão a enfrentar uma crise de energia que enfraquece a Europa, além de terem surgido os confinamentos na China por causa da covid-19, que estão a preocupar igualmente os investidores, segundo a agência financeira Bloomberg.

Reuters

As bolsas europeias negociavam hoje no vermelho, com os investidores a aguardar pela subida dos juros do Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira, além de pressionados por um aumento agressivo dos juros da Fed que abrandará a economia global.

Pelas 08:17 horas em Lisboa, o índice Stoxx Europe 600 perdia 0,80%, com Londres a recuar 0,77%, Paris a cair 0,71%, Frankfurt a perder 0,66%, Madrid a descer 0,28% e Milão a cair 0,68%.

Na quarta-feira, Wall Street encerrou em baixa e o Dow Jones, o principal indicador, caiu 0,55%, devido aos receios de uma política mais rígida por parte da Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos (EUA) e pela crise energética na Europa.

O índice Dow Jones Industrial recuou para 31.145,30 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,41%, para 3.908,19 pontos e o tecnológico Nasdaq, que reúne as principais empresas de tecnologia, perdeu 0,74%, para 11.544,91 pontos.

Além da continuação de políticas monetárias mais “restritivas” e de um dólar “eventualmente imparável”, os mercados também estão a enfrentar uma crise de energia que enfraquece a Europa, além de terem surgido os confinamentos na China por causa da covid-19, que estão a preocupar igualmente os investidores, segundo a agência financeira Bloomberg.

“Muitos investidores estão a pisar em cascas de ovo”, disse à Bloomberg Television Kristina Hooper, estratega chefe de mercado global da Invesco, mostrando-se ainda preocupada com possíveis revisões em baixa dos lucros das empresas.

No caso das ‘commodities’, o petróleo caiu para o menor nível desde janeiro e o minério de ferro prolongou as quedas.

Recomendadas

Goldman Sachs prevê que inflação medida pelo IHPC atinja 5% em outubro na zona euro

O banco norte-americano prevê ainda que o ano de 2023 verá a inflação ‘core’ em 2,9% (em comparação a 2,7%), e para 2024 deve atingir 2,2% (2,1% anteriormente), consequência de um arrefecimento mais lento das pressões da inflação ‘core’ até 2023.

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta segunda-feira

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcam o dia informativo desta segunda-feira.

Turismo do Centro teme retração de mercados internacionais em 2023

“O que temos mais certo é o imprevisível”, afirmou Pedro Machado, que falava aos jornalistas em Coimbra, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Turismo, que se celebra na terça-feira.
Comentários