Bolsas norte-americanas corrigem de máximos históricos

No regresso à negociação a ‘tempo inteiro’, os índices abriram com perdas, com os investidores atentos aos dados do ‘fim de semana prolongado de compras’ e à reunião preliminar entre a OPEP e alguns países produtores de petróleo que não pertencem ao cartel.

As bolsas norte-americanas voltaram hoje à negociação após o feriado do Dia de Ação de Graças, e após a sessão mais curta no dia do ‘Black Friday’, que ficou marcada pela renovação dos máximos históricos nos quatro principais índices.

Hoje, os retalhistas preparam-se para o ‘Cyber Monday’, o último dia dum ‘fim de semana de compras alargado’ de cinco dias. A ‘Federação Nacional do Retalho’ norte-americana espera que 122 milhões de internautas façam compras durante o dia de hoje. Entretanto, dados preliminares, apontam para uma diminuição nas vendas e no tráfego nas lojas físicas no ‘Black Friday’ e no ‘dia de ação de graças’, mas as vendas on-line terão registado um crescimento de dois dígitos, ultrapassando os três mil milhões de dólares pela primeira vez.

O índice industrial Dow Jones perde 0,23% para 19.108,23 pontos, o tecnológico Nasdaq cai 0,24% para 5.385,66 pontos, e o S&P 500 desvaloriza 0,22% para 2.208,50 pontos. Já o Russell 2000, recua 0,18% para 1.346,57 pontos. “Com as praças norte-americanas em máximos, os investidores ficam também um pouco mais receosos de comprar nesta altura, esperando correções técnicas de forma a conseguir entrar num preço melhor. É assim normal ver estas quedas a acontecerem”, refere João Tenente, gestor da corretora XTB. A sessão fica também marcada pela reunião preliminar entre a OPEP e alguns países produtores de petróleo que não pertencem ao cartel.

Em termos setoriais, destacam-se as perdas na energia (-0,31%) e matérias-primas (-0,11%).

Na Europa. a bolsa de Lisboa recua 0,66%, numa sessão marcada pela demissão de António Domingues de CEO da Caixa Geral de Depósitos. A contribuir para as perdas estão os títulos da Altri (-1,96%), BCP (-1,65%), Corticeira Amorim (-1,41%), Galp Energia (-1,15%), Jerónimo Martins (-0,40%), Mota-Engil (-2,09%), NOS (-1,52%), Pharol (-2,21%) e Semapa (-2,46%).

Nos restantes índices europeus, a tendência é de baixa, com o mercado atento a Mario Draghi, que irá ao Parlamento Europeu responder às questões dos deputados relativamente às perspectivas económicas da Zona Euro e sobre as potenciais consequências do Brexit.

O Dax cai 0,89%, o índice francês CAC recua 0,61%, a praça holandesa AEX desvaloriza 1,03%, e o Footsie de Londres perde 0,46%.

No mercado de matérias-primas, o petróleo Brent ganha 2,01% para os 49,22 dólares, em dia de reunião preliminar entre a OPEP e outros países produtores de petróleo. O objectivo da OPEP é integrar o maior número de países na sua intenção de reduzir a produção.

No mercado de câmbios, o euro perde 0,04% para 1,0582 dólares. A Libra recua 0,49% para 1,2414 dólares.

A ‘yield’ da dívida portuguesa a dez anos, negoceia a subir 2,3 pontos base para 3,623%.

 

Recomendadas

Rivian. Produtora de SUVs elétricos dispara mais de 9%

A companhia norte-americana produz SUVs e pick-ups elétricas.

“Governo tem de criar incentivos para a poupança a longo prazo”

A baixa literacia dos portugueses e a necessidade diversificação das fontes de financiamento das reformas dominou o debate em que a CMVM juntou Adelaide Cavaleiro, da BBVA Pensões, João Pratas presidente da APFIPP, Jorge Bravo, professor de Economia e Finanças da Universidade Nova de Lisboa e José Galamba de Oliveira presidente da APS.

Wall Street abre sessão no ‘verde’ com Dow Jones a somar mais de 2,50%

A bolsa de Nova Iorque estendeu os ganhos de segunda-feira e voltou a abrir sessão com os principais índices em terreno positivo.
Comentários