Boris Jonhson nomeia novos ministros para as Finanças e Saúde depois de demissões (com áudio)

Os ministros de saída demitiram-se na terça-feira alegando perda de confiança no primeiro-ministro britânico.

epa09598991 Britain’s Prime Minister Boris Johnson attends a bilateral meeting with President of Israel Isaac Herzog (not pictured) at 10 Downing Street in London, Britain, 23 November 2021. EPA/NEIL HALL / POOL

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, nomeou na terça-feira o ministro da Educação, Nadhim Zahawi, para o cargo de ministro das Finanças, em substituição do demissionário Rishi Sunak.

O gabinete de Johnson adiantou que a rainha Isabel II aprovou a nomeação de Zahawi.

O também demissionário ministro da Saúde, Sajid Javid, foi substituído por Steve Barclay, até agora responsável pela coordenação do governo.

Zahawi, de 55 anos, cofundou o instituto de sondagens YouGov e começou a sua carreira política em círculos conservadores em Londres, antes de se tornar deputado em 2010.

Javid e Sunak demitiram-se na terça-feira alegando perda de confiança no primeiro-ministro Boris Johnson.

Após um dia em que o primeiro-ministro foi forçado a reconhecer que teve de alterar a forma como abordou as alegações de comportamentos impróprios de natureza sexual atribuídos a um membro do seu Governo, Sunak e Javid anunciaram as suas demissões quase em simultâneo.

“É com enorme pena que vos tenho de dizer que não posso, em boa consciência, continuar a servir este Governo”, disse Javid na sua carta de demissão. “Instintivamente, considero-me membro de uma equipa, mas o povo britânico também tem o direito de esperar integridade por parte do seu governo”.

Johnson estava a ser pressionado sobre o que saberia acerca de um anterior comportamento impróprio atribuído ao deputado Charles Pincher, que se demitiu do parlamento, onde assumia funções de responsabilidade na bancada dos conservadores, na sequência de queixas sobre um assédio a dois homens num clube privado.

Na segunda-feira foram divulgadas pela imprensa britânica seis novas acusações de comportamento impróprio do ex-deputado do Partido Conservador Chris Pincher, dias depois de ter sido suspenso pelo partido por ter “apalpado” dois homens.

As novas acusações contra Pincher – reveladas pelos jornais Independent, Mail on Sunday e Sunday Times – incluem outros três casos em que o político protagonizou “avanços não desejados” com outros deputados, como um ocorrido num bar do parlamento e outro no seu próprio gabinete, há mais de uma década.

Em fevereiro, um dos deputados que se queixaram da conduta de Pincher terá contactado Downing Street, residência e gabinete do primeiro-ministro, para reportar detalhes dos acontecimentos, expressando ao mesmo tempo preocupação por Pincher ter sido nomeado responsável pela disciplina parlamentar dos deputados do Partido Conservador.

O parlamentar disse que está a procurar apoio médico especializado, mas que não tem intenção de se demitir.

Antes de ser um dos responsáveis pela disciplina da formação partidária, Pincher foi secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros.

Entrou pela primeira vez na Câmara dos Comuns em 2010, era o vice-presidente da bancada parlamentar conservadora e considerado próximo do primeiro-ministro, cujo Governo já estava abalado por uma série de escândalos.

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