BP: Relatório interno mostra que o grupo escapou por pouco a dois acidentes graves

Multinacional britânica a operar no setor da energia revela falhas de monotorização de segurança das suas operações.

Pelo menos por duas vezes, a BP esteve perto de sofrer dois acidentes potencialmente letais, devido a falhas na supervisão das suas refinarias e unidades petroquímicas. A conclusão é de um relatório interno da empresa, que mostra que o grupo continua a sofrer as consequências do Deepwater Horizon, um dos maiores desastres da história indústria petrolífera.

Foi em abril de 2010 que a sonda petrolífera semissubmersível Deepwater Horizon – que em 2009 perfurou o poço petrolífero mais fundo do mundo – explodiu, levando à morte de 11 pessoas e causando um derramamento de petróleo sem precedentes nas operações da BP no Golfo do México. Na altura, a BP acordou pagar 18,7 mil milhões de dólares (cerca de 16,8 mil milhões de euros) pelo desastre, ao longo de 18 anos.

Desde aí o grupo britânico tem apresentado falhas de monotorização de segurança das suas operações.

De acordo com o ‘Financial Times’, que teve acesso ao relatório da BP, foram registadas várias “falhas” em refinarias e unidades químicas. Terá sido em 2014 que o grupo BP registou o primeiro acidente de grande escala, após o Deepwater Horizon, numa fábrica de Chicago, em Whiting. Uma das máquinas terá sofrido um incidente de “elevado potencial”, que poderia ter resultado em perda de vidas.

A auditoria realizada internamente apurou que as falhas se deveram ao facto de não existir “uma abordagem global e estandardizada à gestão de informação de engenharia e dados durante o período de vida de um ativo”. Apesar disso, o processo culminou numa “falta de responsabilização”.

O relatório apontava ainda para a “necessidade urgente” de melhorias que poderiam custar 170 milhões de dólares (160 milhões de euros) em cinco anos.

Recomendadas

Bancos sujeitos a coimas até 1,5 milhões se não aplicarem diploma do Governo para crédito à habitação

Está já em vigor, a partir deste sábado, o diploma que estabelece medidas destinadas a mitigar os efeitos do incremento dos indexantes de referência de contratos de crédito para aquisição ou construção de habitação própria permanente. Bancos têm 45 dias a partir de hoje para aplicar as medidas.

Ministra da Justiça diz que é preciso melhorar condições dos processos de recuperação de empresas

“A melhoria das condições de processos de recuperação [de empresas], sobretudo em períodos de insolvência e de dúvida, como o que atravessamos, é um desafio, mas um desafio que temos de concretizar”, afirmou Catarina Sarmento e Castro.

Restaurantes da AHRESP vão assegurar alimentação dos peregrinos da Jornada Mundial da Juventude

A AHRESP vai apoiar a Fundação na “definição das regras de funcionamento da rede de restaurantes e similares que irão assegurar o fornecimento de refeições para os participantes da Jornada Mundial da Juventude e contactar restaurantes e similares para promover a sua adesão à rede, bem como promover o uso do Guia de Boas Práticas da Restauração e Bebidas junto da rede”, lê-se no comunicado.  
Comentários