BPI vende negócios de meios de pagamento por 113 milhões ao Grupo CaixaBank

O negócio representa um encaixe total de 113 milhões de euros para o BPI.

Mais uma venda de uma subsidiária do BPI ao CaixaBank. Desta vez é a sua operação de emissão de instrumentos de pagamento (cartões de débito e de crédito) à CB Payments (100% detida pelo CaixaBank) por 53 milhões de euros e da actividade de serviços de pagamento junto de estabelecimentos comerciais (merchant acquiring) à Comercia, por 60 milhões de euros.

O negócio representa um encaixe total de 113 milhões de euros para o BPI.

A Comercia é uma sociedade que consubstancia uma joint venture entre o CaixaBank e a Global Payments Inc.

O Conselho de Administração do Banco BPI, na sequência de propostas de aquisição que lhe foram apresentadas pelo seu principal accionista Caixabank, aprovou a alienação. As operações foram também aprovadas pelo Conselho do CaixaBank e estão sujeitas às autorizações regulatórias aplicáveis.

O objectivo da operação, segundo o BPI, é melhorar e ampliar, a médio e longo prazo, a oferta comercial aos clientes do BPI, criar sinergias com o Grupo CaixaBank e concentrar o Banco BPI na actividade bancária core.

O BPI detém mais de 1,55 milhões de cartões em circulação.

Já o CaixaBank é a entidade líder em instrumentos de pagamento em Espanha, com 16,5 milhões de cartões em circulação, 37.600 milhões de euros de facturação em compras e uma quota de mercado por facturação de 23,4%.

“Os impactos financeiros das operações no Banco BPI resultarão em mais-valias de 99 milhões de euros antes de impostos e num aumento dos fundos próprios CET1 (fully loaded) de 0.46 pontos percentuais. Projectando os efeitos das transacções sobre os rácios de capital (fully loaded) do Banco BPI a 30 Setembro 2017 e incluindo também as transacções anunciadas ao mercado em 23 de Novembro, o rácio de capital total passaria a ser de 15% e o CET1 fully loaded de 13,2%”, diz o banco liderado por Pablo Forero.

O banco diz que a CB Payments e a Comercia exercerão a sua actividade em Portugal “ao abrigo do regime europeu de livre prestação de serviços”.

O Banco BPI diz que manterá, mesmo após a concretização destas transacções, o relacionamento com os clientes das actividades em causa, “o que fará na qualidade de agente das respectivas sociedades CB Payments e Comercia”.

As transacções não envolverão a deslocalização das actividades nem a transferência de colaboradores do Banco BPI ou das sociedades do seu grupo, garante a instituição.

Em Novembro, o Conselho de Administração do Banco BPI já tinha aprovado a alienação ao Grupo CaixaBank de vários negócios relacionados com a actividade de seguros de vida e pensões, gestão de activos e banca de investimento.

“Todas as operações foram analisadas por uma comissão do Conselho de Administração do Banco BPI, presidida por Fernando Ulrich, e composta pelos membros não executivos do Conselho de Administração António Lobo Xavier, Carla Bambulo, Cristina Rios Amorim e Tomás Jervell. Cada uma das operações mereceu o parecer favorável do Conselho Fiscal do Banco BPI”, diz a nota.

“Além disso, as deliberações foram tomadas sem a participação dos administradores relacionados com o CaixaBank e dos administradores executivos”, explica o banco.

O Banco BPI contou, nestas operações, com a colaboração da KPMG, enquanto consultor financeiro, e com o aconselhamento jurídico da Campos Ferreira, Sá Carneiro & Associados relativamente às regras legais e recomendações aplicáveis às transacções entre partes relacionadas.

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