Brasil iria “fechar para balanço em 2024” caso Rousseff continuasse, defende Temer

Foi desta forma que o atual Presidente da República do Brasil definiu o país que lhe foi deixado por Dilma Rousseff.

Michel Temer, PMDB, 2016-

“No Brasil, não havia défice fiscal, havia um défice de verdade. É preciso encarar os factos como eles são. Faremos o Brasil crescer substituindo o ilusionismo pela lucidez”, afirmou.

Michel Temer tornou-se Presidente do Brasil definitivamente no final de outubro, quando o Senado (Câmara alta parlamentar) destituiu a ex-Presidente Dilma Rousseff.

Além da instabilidade política, o país que vive uma grave crise financeira que impulsionou o crescimento do défice fiscal público, da inflação e do desemprego.

Fazendo um balanço dos governos passados, Michel Temer disse que se o país continuasse no ritmo em que estava teria de ser fechado para balanço em 2024.

“Por muito tempo, o Governo gastou mais do que podia. Temos um défice de 170 mil milhões de reais (47,7 mil milhões de euros), e o da Previdência Social que pode poder chegar a 140 mil milhões de reais (39,3 mil milhões de euros). São défices que ruíram a confiança dos investidores e dos consumidores”, avaliou.

Temer também frisou que a volta do crescimento da economia é uma prioridade, mas esta retomada depende da aprovação pelo Congresso de um projeto que pretende travar o crescimento dos gastos públicos.

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