Brasil. Maioria dos partidos portugueses espera uma vitória de Lula

PS, BE e PCP demonstram apoio claro a Lula da Silva, que alcançou 48,4% dos votos na primeira volta das eleições no Brasil. Por sua vez, o Chega está do lado de Jair Bolsonaro.

Lula da Silva e Jair Bolsonaro vão a uma segunda volta eleitoral e as sondagens, que marcavam uma larga distância entre os principais candidatos, falharam. Lula da Silva obteve 48,4% dos votos enquanto Jair Bolsonaro alcançou os 43,2%. Em Portugal, os líder partidários não ficaram indiferentes a estas eleições e a maioria expressou apoio a Lula da Silva, embora também exista quem apoie Bolsonaro.

Lula da Silva e Jair Bolsonaro disputam segunda volta das presidenciais no Brasil (com áudio)

PS diz que “a vitória de Lula será a vitória dos valores progressistas”

O PS saudou, esta segunda-feira, a vitória do ex-presidente Lula da Silva e considerou que a vitória de Lula na segunda volta representará a “vitória dos valores progressistas e democráticos contra derivas autoritárias”.

“O PS saúda Lula da Silva, o candidato mais votado na primeira volta das eleições presidenciais, e formula votos para que o Brasil rejeite as derivas autoritárias e antidemocráticas. A vitória de Lula será a vitória dos valores progressistas e democráticos”, destacou o partido numa nota enviada à “Lusa”.

Por sua vez, o  presidente do PS, Carlos César, escreveu no Facebook que “a vitória de Lula da Silva com 48,3% dos votos, ainda que , por enquanto, só no primeiro turno, é uma esperança efetiva para a respiração democrática no Brasil”.

“Está, assim se espera, reaberto o caminho para uma governação que trabalhe para a atenuação das desigualdades internas, que são enormes no Brasil, para o relançamento económico e a sustentabilidade ambiental, para a afirmação do seu melhor lugar na comunidade internacional”, frisou Carlos César.

 

PSD deseja que segunda volta “decorra em clima de mobilização cívica e paz democrática”

Ao contrário do que aconteceu no PSD, no PSD, o presidente, Luís Montenegro, não felicitou Lula da Silva ou expressou apoio para com algum dos candidatos, apenas desejou que a segunda volta das eleições brasileiras, a 30 de outubro, decorressem “em clima de mobilização cívica e paz democrática”.

“Saúdo o povo Brasileiro, e em particular a comunidade residente em Portugal, pela sua participação nas eleições de ontem. Nesta fase, desejo que a 2ª volta decorra em clima de mobilização cívica e paz democrática”, escreveu no Twitter Luís Montenegro.

Chega reafirma apoia a Bolsonaro 

Num vídeo, o presidente do Chega, André Ventura reafirmou o seu apoio a Jair Bolsonaro e admitiu que espera “uma grande vitória”, na segunda volta, e como tal, “da continuidade da transformação que o Brasil está a ter nos últimos anos”. “É preciso transformar o Brasil, é preciso reforçar a confiança em Jair Bolsonaro”, afirmou.

André Ventura salientou que “os resultados são muito próximos entre Jair Bolsonaro” e Lula da Silva e garantiu ser “importante que os brasileiros participem na segunda volta para que o presidente Bolsonaro possa, sem margem para dúvidas, vencer esta eleição”.

O líder do Chega diz que a escolha não será apenas entre “duas personalidades, não será entre partidos”. “O que está em causa são projetos políticos”. “Um que valoriza a família, a nação, a liberdade e a outro emaranhado nas rede da corrupção, de uso do estado para negócios privado, empresariais e destruição de todos os valores da sociedade”, considerou.

BE acredita que Lula ganha na segunda volta

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, saudou, esta segunda-feira, a vitória do ex-Presidente Lula da Silva e admitiu estar “muito convencida” de que este vai ganhar também na segunda.

“Lula ganhou as eleições, Bolsonaro perdeu. Vamos agora a um segundo turno e eu estou em crer que Bolsonaro, sim, será derrotado e a sua política desastrosa de violência, genocida até, e que Lula possa ganhar as eleições neste segundo turno, como já ganhou no primeiro”, afirmou a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, segundo a agência “Lusa”.

A bloquista recordou também que “nestes anos de presidência Bolsonaro, nós tivemos um aumento enorme da violência no Brasil, todos os tipos de violência, tivemos um desmatamento na Amazónia que põe a vida de todo o planeta em causa, tivermos uma verdadeira ação genocida, retirando às pessoas até a possibilidade de terem oxigénio, quando estivemos com covid-19″.

PCP lembra que sempre condenou operação contra Lula da Silva

Tal como o BE também o PCP reforçou o seu apoio a Lula da Silva e recordou que em Portugal, o partido “denunciou e condenou, desde o primeiro momento, o golpe contra Dilma Rousseff, em 2016, e a operação contra Lula da Silva”.

“Não esqueçamos que foi isso que abriu caminho à instauração de um poder, corporizado por Jair Bolsonaro, e de uma política e projeto profundamente reacionários com dramáticas consequências para milhões de brasileiros, que viram recuar as suas condições de vida”, destacou o partido liderado por Jerónimo de Sousa em comunicado divulgado no site do PCP.

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