Brinquedos dos ovos Kinder são feitos por crianças pobres

Na Roménia, pais e filhos recebem cerca de 26 cêntimos à hora para preparar os presentes que os célebres ovos de chocolate trazem no interior.

A investigação é do jornal britânico “The Sun” e retrata um cenário de pobreza na Roménia. Neste país, famílias inteiras estão envolvidas no processo de produção dos Kinder Surpresa, que pertencem à empresa italiana Ferrero.

De acordo com o que observou o correspondente do matutino no local, Nick Parker, há crianças de apenas seis anos envolvidas no fabrico dos brinquedos que vêm com os ovos de chocolate. “É trabalho escravo”, denuncia um dos ‘trabalhadores’, Christian Juri, cujos filhos Patrick e Hannah estão inseridos neste núcleo.

Contactada pelo “The Sun”, uma das pessoas que denunciou o crime explicou que “se os patrões da Ferrero soubessem o que está a acontecer na Romênia teriam um ataque cardíaco”. “Os clientes acreditam que os produtos que vêm dentro dos chocolates infantis são fabricados em condições controladas”, acrescenta. A mesma fonte sublinha que nestas condições de manufatura é “impossível” fazer um controlo de qualidade dos produtos que seja eficaz, na medida em que “tantos brinquedos estão a ser feitos nas casas das pessoas”.

A reportagem na Roménia revela ainda números: pais e filhos recebem 22 pences por hora (aproximadamente 26 cêntimos), por cada mil ovos terminados o agregado familiar recebe 20 leus romanos (4,43 euros) e são obrigados a trabalhar 13 horas diariamente. Na família Christian Jurj, de 41 anos, todos os membros estão envolvidos neste processo: a mulher Timea Jurj, de 30 anos, e os filhos Patrick e Hanna, de 11 e seis anos, respetivamente.

Questionada sobre esta realidade, a sucursal portuguesa da Ferrero respondeu ao Jornal Económico e confessou que os funcionários da empresa “estão consternados e profundamente preocupados com as alegações de práticas inaceitáveis sobre o comportamento de um dos nossos fornecedores na Romênia”. A Ferrero Ibérica, S.A. garante que a firma tem um Código de Conduta “rigoroso para os fornecedores, que é uma condição de contrato”, que “rejeita imperativamente o uso de crianças em fábricas e exige que todos os empregados recebam um salário de pelo menos um salário mínimo (local ou nacional), tanto para horas normais de trabalho quanto para horas extras”.

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