Bruxelas prepara-se para autorizar venda da vacina dois dias após aprovação do regulador europeu

O processo, que normalmente demora dois meses, vai ser encurtado para dois dias. Vice-presidente da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, considera que a aprovação será “um presente de Natal para todos”.

A Comissão Europeia comprometeu-se em encurtar o prazo de dois meses para dois dias para que a vacina da Pfizer-BioNTech possa ser comercializada assim que tenha ‘luz verde’ da Agência Europeia do Medicamento (EMA).

Normalmente, trata-se de um processo que costuma demorar várias semanas, mas a Comissão Europeia espera que a questão fique resolvida durante a época de Natal, uma vez que a EMA deverá reunir-se no dia 21 de dezembro.

“Se a EMA autorizar a vacina da BioNTech/Pfizer na segunda-feira, a Comissão está pronta para autorizar a sua comercialização a uma velocidade ‘supersónica’. Em dois dias, o que às vezes demora dois meses”, citou o “El País”, esta quarta-feira, as declarações da vice-presidente da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, que considera que a aprovação será “um presente de Natal para todos”.

Plano de vacinação. Portugal estará pronto para receber a vacina durante o Natal, garante ‘task force’

O comunicado da EMA, emitido esta semana, explica que o processo de autorização das novas vacinas se baseia “numa avaliação robusto e completa da sua qualidade, segurança e eficácia, determinada pela disponibilidade da empresa para responder a questões levantadas durante a avaliação e e fornecimento de informação adicional”. Isto é uma resposta às críticas do ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, que nos últimos dias tem manifestado insatisfação com a lentidão da EMA em aprovar a vacina da Pfizer, quando esta já está a ser administrada em vários países.

Tanto o Reino Unido como os Estados Unidos e o Canadá já começaram a vacinação utilizando a vacina da Pfizer, depois da aprovação da mesma pelas respetivas agências do medicamento. No entanto, a quantidade de vacinas que a Pfizer conseguirá distribuir nestes primeiros meses é limitada, cerca de 50 milhões de doses, devido a problemas de produção sobre os quais a farmacêutica não falou muito, pelo que nenhum país receberá uma grande quantidade da vacina.

O Reino Unido aprovou a utilização de emergência da vacina a 3 de dezembro, seguindo-se o Canadá, a 9 de dezembro.

Nos Estados Unidos, a aprovação deu-se a 11 de dezembro, depois de a Administração Trump ter pedido à Food and Drug Administration (FDA), a agência que regula o mercado do medicamento e dos alimentos nos Estados Unidos, para acelerar o processo e de o próprio presidente Donald Trump se ter referido à organização como uma “tartaruga grande, velha e lenta”, ameaçando com demissões.

No Velho Continente, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen exortou a União Europeia a iniciar “tão cedo quanto possível” uma campanha de vacinação contra a covid-19, a arrancar em simultâneo nos 27 Estados-membros, para assegurar a erradicação do “vírus horrível”.

“A vacinação pode assim começar imediatamente, e outras [vacinas] seguir-se-ão no Ano Novo. E, no total, comprámos doses mais que suficientes para toda a gente na Europa, e ainda estaremos em condições de apoiar os nossos vizinhos e parceiros no mundo, para que ninguém fique para trás”, afirmou a presidente do executivo comunitário.

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