Participação nas eleições internas do PAICV foi de 55%

A participação nas eleições internas no Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) foi de 55%, com 98% desses militantes a dizer “Sim” à candidatura única de Janira Hopffer Almada.

A participação nas eleições internas de domingo no Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) foi de 55%, com 98% desses militantes a dizer “Sim” à candidatura única de Janira Hopffer Almada, segundo dados oficiais divulgados esta terça-feira.

Em comunicado, a Comissão Nacional de Jurisdição e Fiscalização (CNJF) informou que, dos restantes 2% dos militantes que foram às urnas, 1% disse “Não” a Janira Almada e 1% dos votos foram nulos e/ou brancos.

Nas eleições diretas de domingo no PAICV, 34.773 militantes foram chamados às urnas, em 300 mesas em todo o país (240) e na diáspora (60).

No total, votaram 19.126 militantes (55%), sendo 18.743 favoráveis à reeleição de Janira Hopffer Almada, enquanto 15.648 não foram votar, o que dá uma abstenção de 45%.

Na nota de imprensa, assinada pelo presidente, Manuel Portugal dos Reis, a CNJF adiantou que as eleições decorreram num clima de serenidade, com todas as mesas a funcionarem, para que todos os militantes pudessem exercer o seu direito de voto.

A mesma fonte avançou que o processo eleitoral decorreu em todas as estruturas da diáspora, nomeadamente nos Estados Unidos (Brockton, Boston, Rhode Island, Florida), na Europa (Portugal, França, Holanda, Luxemburgo, Suíça e Alemanha, Itália) e África (Angola, São Tomé e Príncipe, Senegal e Guiné-Bissau, Moçambique).

A nível nacional, o processo decorreu em todas as ilhas, regiões, setores e/ou municípios (regiões de Santiago Sul e Norte, de São Vicente, do Fogo, da Brava, de Santo Antão, São Nicolau, do Sal, do Maio e da Boavista).

No seu discurso de vitória na noite eleitoral, Janira Hopffer Almada considerou a percentagem favorável de 98% de um “resultado extraordinário”, tendo em conta que a abstenção é um dos grandes problemas das eleições em Cabo Verde.

Janira Almada foi candidata única para liderar o maior partido da oposição cabo-verdiana, após o deputado José Sanches ter desistido de apresentar a sua candidatura.

A presidente reeleita prometeu uma “nova largada” no PAICV e apelou a todos para colocarem os interesses de Cabo Verde e do partido em primeiro lugar.

O XVI congresso ordinário do PAICV vai decorrer entre 31 de janeiro e 02 de fevereiro de 2020, servindo também para eleger os novos órgãos do partido.

Janira Hopffer Almada é o quinto presidente e a primeira mulher a liderar o PAICV, depois de Aristides Pereira, Pedro Pires, Aristides Lima e José Maria Neves.

Foi eleita pela primeira vez em 2014, altura em que ainda era ministra da Juventude, Emprego e Desenvolvimento dos Recursos Humanos, tendo conseguido 51,24% dos votos, contra 40,31% de Felisberto Vieira, que era líder parlamentar do partido, e 8,45% de Cristina Fontes Lima, então ministra adjunta e da Saúde.

Na reeleição, em 2017, como candidata única e já com o PAICV na oposição, ganhou com mais de 90% dos votos cerca de 35 mil militantes no país e na diáspora.

Recomendadas

Cabo Verde quer cortar perdas de eletricidade na rede pública em 5,5 pontos em 2023

O Banco Europeu de Investimento vai financiar com 110 milhões de escudos (um milhão de euros) um programa para reduzir em 5,5 pontos percentuais as perdas de eletricidade na rede pública de distribuição em Cabo Verde em 2023, segundo o Governo.

CPLP: presidente da Guiné Equatorial à frente das contagens com 99,7% dos votos

A oposição denúncias fraude em massa e o único partido da oposição recusa reconhecer a vitória do líder octogenário, Teodoro Obiang. Há um mês, a CPLP congratulava-se com a integração do país como “Estado de pleno direito”.

Cabo Verde. Presidente assinala primeiro ano de mandato com críticas à crispação e avisos ao Governo

O Presidente da República cabo-verdiana, José Maria Neves, criticou hoje a “crispação” que permanece na política nacional, alertou que os tempos atuais “exigem consensos” e avisou que não é oposição, mas também não é “claque” do Governo.
Comentários