Cabos submarinos podem ser usados como detetores de sismos, defendem cientistas

Os cabos de telecomunicações submarinos podem ser usados para detetar sismos e a sua propagação pelos oceanos, segundo um artigo publicado hoje na revista Nature Communications.

Investigadores de várias instituições francesas usaram um cabo submarino de 41 quilómetros ao largo de Toulon, no sul de França, convertendo a fibra ótica que o constitui em mais de seis mil sensores sísmicos através de um método que consegue medir as mudanças dentro do cabo provocadas por ondas ou vibrações.

Espalhados pelos oceanos há 1,2 milhões de quilómetros de cabos que facilitam o envio de sinais telefónicos, SMS e correio eletrónico, que poderão ser usados como uma rede de deteção de sismos, ondas sísmicas ou som.

Ao longo do tempo, os cabos vão sendo desativados, mas os cientistas responsáveis pelo estudo defendem que podem continuar a ser usados para conhecer melhor os mecanismos dos sismos, erosão costeira, relação entre mar e terra e até como uma espécie de microfones capazes de detetar o ruído submarino produzido por navios ou cetáceos como as baleias.

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