Caixa fecha venda da Esegur e conta relançar alienação de Cabo Verde

Paulo Macedo, CEO da Caixa Geral de Depósitos, diz que o banco fechou a venda da Esegur esta semana. Uma operação que teve um impacto marginal, mas positivo no capital da Caixa, disse o banqueiro.

Cristina Bernardo

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vendeu a empresa de segurança Esegur aos espanhóis da Trablisa esta semana. Isto numa altura em que aguarda pela decisão do Governo sobre a alienação do banco em Cabo Verde e uma suspensão do processo no Brasil, que poderá chegar em agosto.

A informação foi avançada esta sexta-feira por Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa, na apresentação de resultados para o primeiro semestre do ano, quando obteve lucros de 486 milhões de euros.

“A venda da Esegur teve um impacto marginal, mas positivo no capital da Caixa”, adiantou o gestor, recusando divulgar o valor da venda. A Esegur foi vendida na totalidade à Trablisa, o que significa que a CGD vendeu 50% e o Novobanco 44%, apurou o Jornal Económico. Segundo os jornais espanhóis, a oferta por 100% do capital ultrapassava os 30 milhões de euros.

Relativamente às vendas do Banco Comercial do Atlântico e do Banco Caixa Geral – Brasil, Paulo Macedo diz que “estamos à espera que o Governo materialize o seu entendimento”, havendo a expectativa de que haja uma decisão até ao final de agosto. O presidente executivo diz que os “timings” estão nas mãos do Executivo.

Enquanto em Cabo Verde a venda deverá ser relançada, no Brasil deverá ser suspensa. “Em Cabo Verde, entendemos que haverá prosseguimento da venda”, afirmou, uma vez que as “propostas estão entregues há algum tempo”. Nesse sentido, a expectativa é que a operação seja célere.

Questionado sobre a venda da ECS, Paulo Macedo disse que os bancos “continuam empenhados na venda”. No entanto, ainda não foi possível chegar a um acordo. “Os bancos querem fazer a transação, mas não precisam de fazer a todo o custo”. O CEO rematou: “na minha opinião vai haver transação”.

Os bancos donos dos fundos de reestruturação geridos pela ECS estão em negociações exclusivas há alguns meses com o fundo norte-americano DK Partners. Esta sociedade terá oferecido um valor abaixo de 900 milhões de euros pelos ativos de imobiliário e turismo dos fundos da ECS.

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