Caixa Geral de Depósitos espera propostas vinculativas por banco no Brasil no quarto trimestre

Esta quinta-feira, o Governo aprovou em Conselho de Ministros uma resolução que seleciona os potenciais investidores que serão convidados a apresentar proposta vinculativa pela instituição brasileira, detida pela Caixa.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) espera ter propostas vinculativas à compra do Banco Caixa Geral – Brasil no quarto trimestre deste ano, segundo adiantou à Lusa fonte oficial do banco.

Esta quinta-feira, o Governo aprovou em Conselho de Ministros (CM) uma resolução que seleciona os potenciais investidores que serão convidados a apresentar proposta vinculativa pela instituição brasileira, detida pela CGD.

Questionada sobre estes investidores, a mesma fonte adiantou apenas que “está a aguardar-se a publicação da Resolução do Conselho de Ministros aprovada ontem [quinta-feira], dia 22 de agosto, que identificará os mesmos”.

“Após a publicação da referida resolução irá iniciar-se a segunda fase do processo. A expectativa é que sejam recebidas propostas vinculativas no 4.º trimestre de 2019”, destacou a mesma fonte oficial do banco público.

Na nota do CM, lê-se que “os investidores selecionados serão convidados a desenvolver diligências informativas e a proceder à apresentação de propostas vinculativas de aquisição das ações”, sem detalhar quais e quantos são esses investidores.

“Conclui-se, assim, outro passo estratégico para a execução do calendário dos compromissos subjacentes à recapitalização da Caixa Geral de Depósitos pelo Estado”, de acordo com o executivo.

No dia 01 de agosto, o Governo aprovou o caderno de encargos da venda da instituição.

“Depois de terem sido recolhidas as intenções dos potenciais interessados na operação, o Governo aprova e dá a conhecer as condições específicas a que deve obedecer a venda direta”, lê-se no comunicado divulgado nessa altura depois do CM.

O Governo disse ainda que com a aprovação do caderno de encargos da venda do Banco Caixa Geral – Brasil é concluído “mais um importante passo no sentido da execução dos compromissos assumidos no âmbito do plano estratégico da CGD, subjacente ao plano de recapitalização garantido pelo Estado”.

Recomendadas

Santander Totta lucra 298,2 milhões em 2021 apesar da queda de 7% da margem

O Santander Totta registou um resultado líquido de 298,2 milhões de euros, o que traduz uma subida de 0,9% face a 2020. O lucro foi impactado pela constituição de uma provisão de 164,5 milhões liquida de impostos para fazer face ao processo de reestruturação do banco, no primeiro trimestre.

Abanca. “Não deixaremos de olhar para absolutamente nenhuma” oportunidade em Portugal

O Abanca anunciou hoje lucros de 323 milhões de euros em 2021. Sobre Portugal, o presidente do banco espanhol disse que “não deixará de olhar para absolutamente nenhuma oportunidade” em Portugal, um mercado que contribuiu decisivamente para os resultados do banco.

Grupo Santander com lucros de 8,124 mil milhões em 2021 depois de prejuízos

O grupo espanhol Santander fechou 2021 com lucros de 8.124 milhões de euros depois de em 2020 ter apresentado um prejuízo de 8.771 milhões provocado principalmente pelo aumento das dotações para enfrentar a pandemia de covid-19.
Comentários