Estas são as três cotadas portuguesas favoritas do Caixabank/BPI

Os analistas escolheram nove cotadas ibéricas como as suas favoritas, incluindo três portuguesas.

Os analistas do Caixabank/BPI já escolheram as suas nove cotadas ibéricas favoritas, com três portuguesas em destaque.

O grupo EDP surge com um preço-alvo de seis euros por ação, uma valorização de 26% face aos 4,76 euros de preço de fecho na terça-feira.

Na sua análise, destacam que a EDP Renováveis (detida em 75% pela EDP) tem a meta de acrescentar quatro gigawatts de capacidade por ano até 2025, meta que sobe para os seis gigawatts/ano entre 2026 e 2030.

Os analistas sublinham que as energias renováveis e as redes pesam mais de 90% na sua avaliação da empresa. E consideram que a elétrica portuguesa é atraente para uma eventual compra ou fusão, partilhando da mesma opinião para a EDP Brasil.

Em termos de dividendos, apontam para o ‘payout’ entre os 75% a 85%, com o mínimo de 19 cêntimos por ação. No entanto, destacam que existe uma “grande subperformance” por parte das subsidiárias não cotadas da elétrica.

No caso da Corticeira Amorim, os analistas preveem um preço-alvo de 14,90 euros por ação, uma valorização de 42% face aos 10,5 euros do preço de fecho de terça-feira.

Começam por destacar a sua “recuperação rápida” devido à reabertura gradual do comércio. Depois, o Caixabank/BPI aponta para a “tendência de rápida expansão do EBITDA, também refletindo uma melhoria do mix (segmentos mais elevados de vinho)”.

Uma maior visibilidade sobre ganhos deverá trazer a “ação de volta aos radares dos investidores, permitindo recuperar a distância para os seus pares”.

Em relação à Navigator, é previsto um preço-alvo de 4,40 euros, uma valorização de 34% face aos 3,28 euros do preço de fecho de ontem.

Os analistas apontam que os preços do papel começaram a recuperar em maio de 2021 e deverão continuar a subir, com a recuperação da procura, menos oferta e preços mais altos da pasta.

“As fortes vantagens competitivas da Navigator (incluindo uma posição de liderança, uma base de ativos de topo, alta exposição a produtos premium) devem permitir ganhos de quota de mercado”, destacam.

“A história de dividendos atrativos continua intacta”, concluem.

Ao mesmo tempo, o Caixabank/BPI tirou o BCP da sua lista de ações ibéricas favoritas, justificando a decisão com incertezas relacionadas com a pandemia e os resultados das eleições legislativas antecipadas a 30 de janeiro.

Nos ‘picks’ para 2022, o Caixabank/BPI acrescenta duas cotadas espanholas: o Bankinter e a Inditex.

Sobre o Bankinter (preço-alvo de 5,65 euros), aponta que é um “banco de qualidade” que deverá continuar a “ganhar quota de mercado, com potencial para melhorias dos resultados”.

Em relação à dona da Zara (preço-alvo de 34,90 euros), aponta que o “seu modelo de negócio deverá garantir retornos superiores” mesmo num cenário de “disrupções” no sector.

“A Inditex é o líder indisputado no sector de retalho médio e os dados recentes de vendas continuam a ser atrativos apesar das restrições da Covid-19”, apontam.

As restantes cotadas espanholas na lista de favoritas são a Atresmedia, BBVA, Cellnex, Indra e Sacyr.

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