CaixaBank/BPI sobe preço-alvo da NOS para 4 euros por ação

O banco de investimento defende que “a venda de uma participação na sua rede de fibra ótica pode ser um catalisador de médio prazo” para a NOS.

Presidente executivo da NOS, Miguel Almeida

O CaixaBank/BPI emitiu um research onde sobe o preço-alvo de 3,80 euros para 4 euros por ação. A recomendação passa de “underperform” para “neutral”.

Os analistas atribuem ainda um risco médio à NOS em termos de “ESG Risk Exposure”.

O CaixaBank/BPI começa por dizer que “embora as novas entradas no mercado ainda sejam um risco”, tais como a Nowo ou a Digi, depois de terem comprado licenças 5G no leilão da Anacom, a verdade é que estes estão atrasados, “permitindo para que a NOS apresente resultados sólidos”.

“Após a sua participação no espectro leilão em outubro de 2021, pouco se ouviu falar da Nowo e da Digi. A Nowo tem vindo a perder quota de mercado entretanto, enquanto a JV [joint-venture] da MásMóvil em Espanha aumenta a probabilidade de ser integrada com outro player, reduzindo os possíveis novos participantes a apenas um. Tendo esperado o seu lançamento para meados de 2022, espera-se agora que seja durante 2023”, dizem.

O banco de investimento defende que “a venda de uma participação na sua rede pode ser um catalisador de médio prazo” para a NOS.

Entretanto, o NOS tem vindo a dar resultados sólidos. Nos últimos trimestres, o operadora de telecomunicações tem tido receitas que crescem a um ritmo entre 1,5% a 2,5%, na comparação anual, por trimestre, com margens EBITDA estáveis. O recuperação da sua área de Audiovisual e Cinema para níveis pré-pandémicos, fornece um motor de crescimento adicional, ainda que pequeno.

Os novos players do 5G, “devido à estrutura características do mercado português (…) representam uma perturbação limitada do mercado”. O banco de investimento diz que “esperamos que os novos operadores atinjam uma quota de mercado a convergir para 6,5% em 2026”, reduzindo o crescimento das receitas da NOS para +0,5% de crescimento anual (CAGR) entre 2021 e 2026, pelo que “a venda de uma participação na sua rede poderia fornecer um catalisador a médio prazo”.

Após os rumores do mercado apontarem nesse sentido, “acreditamos que a empresa está finalmente a maturar a ideia de vender uma participação na sua rede. A venda de uma participação de 49,99% na sua rede FTTH [Fiber-to-the-Home] poderia permitir à empresa encaixar 900 milhões de euros e eliminar completamente a sua dívida e elevar o preço da ação para 4,4 euros”.

Os analistas dizem que “atualizámos ligeiramente as nossas estimativas da NOS para o ano todo de 2022 e 2023, de modo a refletir os recentes resultados trimestrais sólidos e o atraso no lançamento dos novos participantes. No entanto, continuamos a acreditar que representam um risco a longo prazo e continua a ser a principal preocupação”.

Atualmente a empresa tem duas divisões principais, serviços de telecomunicações e audiovisual (distribuição de conteúdos) e cinema (60% de quota de mercado nos cinemas portugueses). No negócio de telecomunicações, que representa 93% do EBITDA total de 2021, a empresa é um player a convergir para 38% de market share em televisão por assinatura, 34% em banda larga e 27% em móvel (em termos de assinantes). A empresa opera uma rede própria de HFC (Hybrid Fiber Coax) e FTTH (Fiber To The Home) cobrindo mais de 5 milhões de lares portugueses.

As ações da NOS sobem 1,59% para 3,58 euros.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento.

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