Câmara do Comércio Luso-Britânica destaca carinho dos portugueses a perda da rainha de Inglaterra

“Nós também lamentamos sua morte como se tivéssemos perdido alguém muito próximo e querido para nós”, sublinham.

A Câmara do Comércio Luso-Britânica reagiu à morte da rainha Elizabeth II de Inglaterra, destacando que se tornou evidente a afeição de pessoas de todas as nações, incluindo Portugal, de onde recebem mensagens pessoais de condolências, como se tivessem “perdido um familiar próximo”.

“Nós também lamentamos a sua morte como se tivéssemos perdido alguém muito próximo e querido para nós”, sublinham.

A Câmara de Comércio recorda que no início deste ano, nas comemorações da Festa de Aniversário da rainha promovida pelo Embaixador Britânico, Chris Sainty, para comemorar o Jubileu de Platina, os convidados ficaram encantados com o aparecimento surpresa do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, “que contou com muito carinho, anedotas dos seus encontros com a rainha e a aura que ela irradiava”.

“Pelas suas palavras, ficou claro que ela era muito estimada por todos os outros chefes de Estado e tinha um talento natural para cativar todos com quem entrava em contato”, realçam, frisando que durante as suas muitas visitas de Estado ao redor do mundo, e inclusive a Portugal em fevereiro de 1957 e em março de 1985, ela atraía um grande número de simpatizantes.

“Na vida pessoal, foi mãe, avó e bisavó (e enfrentou todos os desafios que esses papeis trouxeram), mas na vida pública foi considerada matriarca por milhões. Esse respeito universal dos seus súbditos atraiu admiração de todo o mundo e inveja de países onde a liberdade de expressão e expressão de opinião são mais silenciosas”, apontam.

“A longevidade e serviço prolongado são sempre dignos de celebração, mas as conquistas da rainha Elizabeth são incomparáveis”, realçam, destacando que o seu reinado abrangeu os mandatos de 15 primeiros-ministros britânicos, doze presidentes dos Estados Unidos, nove presidentes portugueses, doze presidentes franceses, doze primeiros-ministros canadenses, 17 primeiros-ministros australianos e sete papas.

A Câmara de Comércio Luso-Britânica refere que à medida que as mensagens de condolências continuam a chegar de todos os cantos há repetidas menções a um dos seus mais preciosos atributos – o sentido de humor e perspicácia.

“O seu sorriso sempre presente e contagiante tornou-a querida de todos, e mesmo nos seus últimos dias de sofrimento físico, o seu brilho e a sua inteligência não a abandonaram – o epítome do estereótipo do “lábio superior rígido britânico” (“british stiff upper lip”).

“O luto é uma emoção natural num momento como este, mas também há um sentimento de orgulho e privilégio de termos vivido as nossas vidas durante o reinado desta grande monarca, deste grande ser humano. Ao longo de mais de 70 anos de lealdade ao seu povo e ao seu trabalho, ela serviu com paixão altruísta e energia aparentemente infinita, e embora tenha chegado a hora do seu corpo cansado descansar merecidamente em paz, estamos confiantes de que o seu espírito e influência continuarão a viver”, sublinham.

Mas, “há medida que uma era acaba, outra começa”, salientam, vincando que agora o rei Carlos III irá assumir as suas responsabilidades.

Nesse sentido, recordam a presença do sucessor e da sua esposa Camilla em 2011, quando a Câmara de Comércio Luso-Britânica celebrou o seu centenário nos jardins da residência oficial do embaixador britânico. “O protocolo oficial ditava que os convidados deveriam manter uma distância digna do casal real e seriam formalmente apresentados numa sequência pré-determinada, mas o [então] príncipe ignorou esse protocolo e insistiu em misturar-se aleatoriamente para se envolver com o maior número possível de pessoas com um genuíno interesse nos antecedentes de cada um. Para muitos de nós, esta foi uma revelação genuína, e a sua empatia mostrou que ele era, verdadeiramente, “um homem do povo” – filho da sua mãe”, frisam.

Por fim, destacam que o agora rei tem sido um ambientalista muito ativo e, por isso, desejam que na sua nova condição consiga ajudar a unificar o resto do mundo, chamando a atenção para os problemas que afetam o planeta e as populações.

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