Câmara Municipal de Lisboa lança Unicorn Factory Lisboa

O presidente da autarquia, Carlos Moedas, apresentou esta quinta-feira a Unicorn Factory Lisboa, que surge com o objetivo de expandir o apoio ao ecossistema empreendedor para promover o crescimento acelerado e sustentado de tecnológicas a partir de Lisboa. A fábrica passa a albergar a Startup Lisboa, o Hub Criativo do Beato e outras iniciativas, e Gil Azevedo mantém-se na liderança.

Hub Criativo do Beato

A Unicorn Factory Lisboa foi apresentada formalmente esta quinta-feira, dia 27 de outubro, no Hub Criativo do Beato. O projeto, anunciado durante a campanha de Carlos Moedas, “trata-se de uma plataforma de programas e hubs que vem apoiar startups e scaleups na criação de produtos e modelos de negócio disruptivos e no desenvolvimento de processos eficientes para ganharem escala global” e, eventualmente, se tornarem “unicórnios” – isto é, empresas avaliadas em pelo menos mil milhões de dólares.

O objetivo, refere a nota oficial, “é alcançar um crescimento económico acelerado e sustentado em Lisboa”.

“Lisboa precisa de mais unicórnios, de grandes empresas, porque estas empresas vão criar os empregos do futuro, gerar riqueza, alavancar a economia e renovar a cidade”, destaca Carlos Moedas. A Unicorn Factory Lisboa, que diz ser inspirada “pelas melhores práticas internacionais”, apresenta-se como a marca umbrella, que passa a agregar a Startup Lisboa e o Hub Criativo do Beato, e que “se expande nas várias operações ao longo de toda a cadeia de valor do empreendedorismo” sob o slogan “It’s only a myth until you make it true” [Só é um mito até ser verdade].

Já na terça-feira o autarca tinha desvendado um pouco do projeto, ao anunciar que a Ryanair e o seu CEO, Michael O’Leary, eram parceiros dessa iniciativa. Mas no lançamento oficial, meros dias antes do arranque da Web Summit, foi enfim conhecida a estrutura de fábrica de unicórnios.

O projeto pretende chegar às startups nas diferentes fases de desenvolvimento – do early stage ao sacelup -, mas também tem uma unidade pensada para atrair para Lisboa startups estabelecidas e até mesmo unicórnios internacionais, com o programa ‘Soft Landing’. Além destes, o objetivo passa por desenvolver “uma rede de hubs e programas” focados na inovação, onde se insere o Hub Criativo do Beato e, porventura, “outras inciativas acabadas de lançar”.

Uma dessas iniciativas poderá ser a Portugal Tech Hub, lançada no início deste mês.

“Factory Lisboa é o lugar onde ensinamos detalhes e processos para transformar ideias em grandes negócios, mudar o mundo e ter um propósito”, acrescenta Moedas.

A primeira fase de atuação direcionada para as fases de crescimento das startups e scaleups consiste na execução já a partir do início de 2023 dos dois novos programas: o ‘Scaling Up’ e o ‘Soft Landing’.

Através dos dois novos programas, que abrem candidaturas durante a Web Summit, a Unicorn Factory Lisboa promove assim “mais de mil oportunidades de parcerias e sinergias e disponibiliza acesso a mais de 30 parceiros empresariais, incluindo as maiores empresas portuguesas, unicórnios e grupos tecnológicos globais, e a mais de 20 investidores”, refere um comunicado.

E o que acontece à Startup Lisboa?

A missão mantém-se, refere a mesma nota.

“Fundada a partir do Orçamento Participativo de Lisboa, pela Câmara Municipal de Lisboa, Associação Mutualista Montepio e IAPMEI, a Startup Lisboa constituiu-se como uma associação privada sem fins lucrativos – a Associação para a Inovação e Empreendedorismo de Lisboa (AIEL) – e com uma missão muito clara que se mantém até hoje: ajudar as startups numa fase inicial a desenvolverem-se e a atraírem investimento”, pode ler-se.

Agora, a associação “expande a sua atuação”, passando a apoiar scaleups em fase de crescimento e a desenvolver uma rede de hubs e programas em parceria com unicórnios, empresas e outras incubadoras, através da Unicorn Factory Lisboa, “marca umbrella que alberga a Startup Lisboa, o Hub Criativo do Beato e as novas iniciativas, mantendo a liderança em Gil Azevedo”.

“Somos facilitadores. Estamos diariamente empenhados em apoiar e ligar os fundadores a pessoas e entidades importantes para os seus negócios, capacitando e facilitando o acesso ao investimento, mentores, parceiros e potenciais clientes. Fizemo-lo durante uma década na Startup Lisboa para projetos numa fase inicial, e hoje concretizamos a maior evolução estratégica, reforçando o papel da AIEL e da Startup Lisboa ao potenciar a ajuda a startups, a apoiar scaleups a crescer e internacionalizarem-se, e a atrair scaleups internacionais para a cidade, colaborando e desenvolvimento todo o ecossistema”, explica diretor executivo da Unicorn Factory
Lisboa e da Startup Lisboa. Gil Azevedo.

Recomendadas

Fitch Rating antecipa ano desastroso para o sector imobiliário

Os países que preferiram as taxas variáveis e permitiram um forte aumento do preço das casas estão especialmente vulneráveis à inflação e à queda da procura. Portugal não faz parte do estudo, mas tem tudo para fazer parte do pior cenário.

Revolut nomeia Elisabet Girvent para responsável de vendas em Espanha e Portugal

O seu objetivo passa por continuar a expandir os serviços da Revolut Business na região. A Revolut Business é o serviço bancário empresarial da Revolut. Esta solução encontra-se em funcionamento desde 2017 e foi concebida para atender às necessidades de start-ups, PME familiares e grandes empresas tecnológicas.

Noção de mercados emergentes na banca está morta, diz McKinksey. Ásia concentra crescimento

Os bancos na Ásia-Pacífico podem ganhar com uma perspectiva macroeconómica mais forte, enquanto que os bancos europeus enfrentam uma perspectiva mais sombria. “No caso de uma longa recessão, estimamos que a rendibilidade dos bancos a nível mundial possa cair para 7% até 2026 e para baixo dos 6% nos bancos europeus”, diz a Mckinsey.
Comentários