Canábis medicinal. Naturecan prevê crescimento de 400% no mercado ibérico após em entrada em Portugal (com áudio)

A marca inglesa de produtos à base de canabidol (ou CBD) entra em Portugal após ronda de investimento superior a 1,77 milhões de euros. Ao JE, Paul Finnegan explica que o principal objetivo da empresa é consolidar as operações no mercado ibérico uma vez que em Portugal “a procura por ansiolíticos é cada vez maior”.

Numa altura em que o mercado da canábis medicinal continua a ganhar relevo em Portugal, a empresa inglesa que produz e comercializa produtos à base de canabidiol (CBD), dá entrada em território nacional. Dois anos depois de ter sido permitido o uso de canábis para fins medicinais em Portugal, o mercado do CBD tem vindo a crescer no país, tendo sido apontado pelo European Cannabis Report como um que pode chegar aos 1.100 milhões de euros em 2028.

Fundada em 2019, a Naturecan arranca assim com as operações no seu 109º país onde promete disponibilizar um portefólio de produtos para ajudar quem sofre de ansiedade e dores crónicas, tudo à base da componente da planta de canábis com efeitos benéficos para o bem-estar físico e mental.

Ao Jornal Económico, Paul Finnegan, cofundador da empresa, explica que a expansão para Portugal sucede à última ronda de investimento que totalizou 1,5 milhão de libras (cerca de 1,77 milhões de euros) e que teve em conta a produção, comercialização, testagem e controlo de qualidade “constante”.

“Portugal sempre foi um dos mercados onde os medicamentos para o stress e a ansiedade são vendidos, pelo que sentimos a necessidade de ajudar através da oferta de um produto de origem natural que atendesse a essa mesma procura”, explica o responsável ao JE, acrescentando que os estudos de mercado sugerem que os portugueses são dos que acusam maiores níveis de ansiedade e depressão.

“A procura por ansiolíticos é cada vez maior e foi nesse sentido que decidimos que seria o mercado ideal para introduzir a Naturecan”, frisa, relembrando que uma vez que a componente de CBD já é legal em Portugal “não houve entraves à comercialização dos produtos” da parte do Infarmed.

A expectativa para este ano é que a operação fique consolidada no mercado ibérico, antecipando “um crescimento bastante acelerado” que deverá traduzir-se na ordem dos 400% quando comparado com o ano passado. “O nosso objetivo será manter um crescimento sustentando”, frisou Finnegan ao JE.

Os preços variam de acordo com a categoria de produtos, sendo que a categoria de produtos de cosmética varia entre quatro a 30 euros, a de snacks alimentares entre três a 20 euros, a de suplementos fitness entre 2 a 40 euros, a de produtos para animais entre 20 euros a 100 euros e, por fim, a categoria de óleos naturais que varia entre 30 a 300 euros.

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