Carlos Costa diz que interveio no BES para salvaguardar estabilidade do sistema financeiro

O governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, diz que a entidade interveio no BES com a “preocupação fundamental” de proteger o “interesses dos depositantes e salvaguardar o sistema financeiro nacional”. O banco central, declarou Carlos Costa no parlamento, atuou de “forma totalmente empenhada e diligente, decidindo com base da informação disponível em cada […]

O governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, diz que a entidade interveio no BES com a “preocupação fundamental” de proteger o “interesses dos depositantes e salvaguardar o sistema financeiro nacional”.

O banco central, declarou Carlos Costa no parlamento, atuou de “forma totalmente empenhada e diligente, decidindo com base da informação disponível em cada momento”, mas “não deixará de fazer a sua própria avaliação” da sua atuação, com “distância, serenidade e o conhecimento que o tempo permite”.

O governador fala desde as 09h00 no parlamento, no primeiro dia de trabalhos da comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo (GES).

Sobre a resolução aplicada para o BES, Carlos Costa sublinha que os indicadores aos dias seguintes da separação do banco em duas entidades “apontam para a ausência de perturbações sistémicas no mercado”.

No que refere à supervisão do BdP, o governador advoga que “não se pode ser mais intrusivo do que ir a casa do cliente, do que testar o modelo de negócios do cliente e dos vários clientes”, advertindo que “num processo normal de supervisão” o caso BES “nunca teria sido detetado”.

Tal, prosseguiu Carlos Costa, devia-se ao facto de a Espírito Santo Internacional (ESI) estar fora do alcance do banco central.

A audição de Carlos Costa marca o arranque dos trabalhos da comissão de inquérito à gestão do BES e do GES.

Ainda hoje, vão ser também ouvidos o vice-governador Pedro Duarte Neves e o vice-governador José Ramalho, ambos do supervisor bancário, sendo o último também presidente do Fundo de Resolução bancário.

A comissão terá um prazo de 120 dias, que pode eventualmente ser alargado, e tem por intuito “apurar as práticas da anterior gestão do BES, o papel dos auditores externos, as relações entre o BES e o conjunto de entidades integrantes do universo GES, designadamente os métodos e veículos utilizados pelo BES para financiar essas entidades”.

Será também avaliado, por exemplo, o funcionamento do sistema financeiro e o “processo e as condições de aplicação da medida de resolução do Banco de Portugal” para o BES e a “eventual utilização, direta ou indireta, imediata ou a prazo, de dinheiros públicos”.

OJE/Lusa

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