Carlos Moedas diz que poder local é essencial para o país concretizar desafios

O novo presidente da mesa do Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Carlos Moedas, disse este domingo que os grandes desafios do país são “impossíveis” de cumprir sem o contributo do poder local.

“Num mundo em mudança, com equilíbrios de poder a sofrerem transformações como nunca vimos no passado, são os poderes autárquicos que podem fazer a diferença”, disse Carlos Moedas, na discursava na sessão de encerramento do XXV Congresso da ANMP, em Aveiro.

O também presidente da Câmara de Lisboa, que se estreou em congressos autárquicos, salientou que para a implementação das reformas “verdadeiramente estruturais a voz autárquica não é apenas um complemento – é indispensável para ver o trabalho concretizado”.

“Se olharmos para tudo aquilo que são as prioridades – demografia, coesão territorial, organização e modernização do Estado, captação de investimento estrangeiro e difusão da cultura -, todas elas são impossíveis de cumprir sem o contributo indispensável do poder local”, acrescentou.

Na sua intervenção na sessão de encerramento, Carlos Moedas disse que os municípios pretendem “construir um Estado social local para que ninguém tenha de esperar pela burocracia dos governos centrais para ter o apoio de que precisa”.

“Queremos que essas competências pertençam às autarquias em todo o país, porque só elas podem exercer essas competências para que as populações não se sintam esquecidas”, frisou.

Para o novo presidente da Mesa do Congresso da ANMP, eleito no sábado, os autarcas “são os alicerces nos quais assenta a governação de qualquer país e que, por isso mesmo, decide o seu futuro”.

“Está na altura de abrir o livro do localismo e começar uma nova era em que as respostas locais se juntam para combater problemas globais”, sublinhou o social-democrata.

O autarca de Lisboa realçou ainda que os governos nacionais “não devem apenas contar só com o governo local para resolver os problemas do país, mas devem contar com os autarcas para os evitar, porque são eles que estão na linha da frente da crise”.

“São os autarcas e só os autarcas que vão da porta do comerciante mais humilde aos centros de decisão internacionais mais determinantes”, enfatizou.

O XXV Congresso da ANMP realizou-se no Parque de Exposições e Feiras de Aveiro, com a participação de cerca de um milhar de congressistas, em representação de praticamente todos os 308 municípios portugueses.

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