Casa Branca não esconde reservas face a Benjamin Netanyahu

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, falou com o ainda primeiro-ministro israelita Yair Lapid para agradecer as boas relações que manteve com o Ocidente, dando assim mostra do pouco apresso que tem pelo regresso de Benjamin Netanyahu.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken falou com o ainda primeiro-ministro israelita Yair Lapid para “elogiar Israel pelas eleições livres e justas e agradecer a parceria” que manteve com os norte-americanos, disse o Departamento de Estado em comunicado. Blinken expressou “a sua profunda preocupação com a situação na Cisjordânia, incluindo o aumento das tensões, violência e perda de vidas israelitas e palestinianas, e ressaltou a necessidade de todas as partes reduzirem urgentemente a tensão”.

O agradecimento surge numa altura em que o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu está prestes a regressar ao poder à frente do que provavelmente será um dos governos mais extremistas que Israel já teve. Os analistas afirmaram de imediato que é de esperar o aumento das tensões entre Israel e o governo democrata de Joe Biden.

Tendo sido também ministro das Relações Exteriores antes de subir à chefia do executivo, Lapid priorizou sempre relações suaves com os Estados Unidos, e chegou a alertar para que Netanyahu afastara os aliados de Israel no Partido Democrata.

Netanyahu trabalhou em estreita colaboração com o ex-presidente Donald Trump e teve relações tensas com o seu antecessor Barack Obama – nomeadamente tendo sido muito crítico da Casa Branca os Estados Unidos (sob comando de Obama, precisamente) assinou o Acordo Nuclear com o Irão, em 2015.

Tudo indica que a coligação do Likud, o partido de Netanyahu, irá avançar com uma coligação com os extremistas religiosos de Itamar Ben Gvir (do partido Otzma Yehudit), que provavelmente será ministro. Ben Gvir é um discípulo do rabino extremista Meir Kahane, entretanto falecido, cujo partido, o Kach, foi banido e declarado um grupo terrorista na década de 1980 em Israel e nos Estados Unidos. Ben Gvir já foi condenado por apoiar uma organização terrorista extremista.

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