Caso SEF: António Costa mantém “total confiança” em Eduardo Cabrita

Primeiro-ministro afirma que “foi um ministro que fez o que lhe competia fazer”, pelo que mantém “a total confiança” em Eduardo Cabrita, que será ouvido na próxima terça-feira no Parlamento.

Lusa

O primeiro-ministro, António Costa, garantiu manter a “total” confiança no ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, considerando que este avançou com as ações que lhe competiam face ao caso Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

“Para que não haja as menores das dúvidas: mantenho total confiança no dr. Eduardo Cabrita como ministro da Administração Interna”, afirmou o chefe do Executivo português, esta sexta-feira em Bruxelas, em declarações aos jornalistas, transmitidas pela RTP3.

António Costa afirma que “foi um ministro que fez o que lhe competia fazer. Assim que houve notícia do caso mandou abrir um inquérito”.

Eduardo Cabrita vai ser ouvido no Parlamento na terça-feira sobre o caso da morte de um ucraniano, em março, nas instalações do SEF, disse esta quinta-feira à Lusa fonte parlamentar. O ministro da Administração Interna tem estado sob pressão devido à morte do cidadão ucraniano, da qual foram acusados três inspetores, tendo a diretora do SEF, Cristina Gatões, demitido-se na quarta-feira, nove meses após os acontecimentos.

O primeiro-ministro vincou ainda que Eduardo Cabrita tem já pronta a reforma do sistema de polícia de fronteiras que sofrerá alterações profundas “de forma a ajustar não só àquilo que é a necessidade de haver um respeito escrupuloso da qualidade democrática e dos direitos humanos”, mas também “dar cumprimento a uma das medidas já previstas no programa do Governo”  de “uma separação total entre aquilo que são as funções policiais e as funções administrativas dos estrangeiros residentes em Portugal”.

As declarações de António Costa ocorreram esta quinta-feira após a conclusão do Conselho Europeu, no qual os líderes europeus chegaram a um acordo que permite desbloquear a bazuca europeia. “Fechar com chave de ouro a presidência alemã, a quem quero agradecer e, em particular, à chanceler Merkel pela forma como conduziu os destinos do Conselho ao longo destes oito meses”, acrescentou o primeiro-ministro.

Para o governante português “era fundamental dispormos deste programa de recuperação e resiliência, não haver qualquer interrupção na transição entre o Portugal 2020 e o futuro Portugal 2030”, realçando ainda a importância para permitir que “sobretudo não termos uma situação em que a União Europeia teria que paralisar a sua atividade a partir do dia 1 de janeiro. Mais do que alívio é entusiasmo porque isto é uma mensagem de esperança que toda a Europa, todos os europeus precisam”.

“A luz existe mesmo ao fundo do túnel e o túnel é possível ser percorrido e ser vencido é muito importante para todos nós”, frisou.

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