Casos por Ómicron podem resultar em menos hospitalizações

Os dados de nove estudos mostram que a variante em circulação é mais propícia, do que a sua antecessora, em reinfetar utentes com imunidade de uma infeção anterior ou criada com a vacinação.

Novos estudos britânicos aponta que os casos pela nova variante podem resultar numa doença mais moderada e existe ainda menor risco de hospitalização após a contração da infeção por Ómicron.

O “Business Insider”, que cita os estudos, mostra que os utentes infetados com a variante Ómicron no Reino Unido apresentam um risco de 15% e os 20% menor de serem hospitalizados e 40% a 45% menor risco de darem entrada num hospital para vigilância noturna do que quando infetados com a Delta.

Os dados mostram que a variante em circulação é mais propícia, do que a sua antecessora, em reinfetar utentes com imunidade de uma infeção anterior ou criada com a vacinação. Isto significa que os cidadãos têm menor probabilidade de darem entrada num hospital por estarem infetados, dado já terem algum grau de imunidade.

Um estudo escocês, citado também pelo “Business Insider”, concluiu que as hospitalizações eram 70% mais reduzidas quando se tratava da Ómicron do que da Delta. “Embora a redução [de hospitalização] seja significativa, a Ómicron pode causar doenças graves em pessoas vacinadas com as duas doses”, explicou James Naismith, diretor do Instituto Rosalind Franklin e professor de biologia estrutural da Universidade de Oxford.

No entanto, os estudos notam que, caso os números de infeção por Ómicron continuem a duplicar, esta nova variante pode gerar mais hospitalização nas faixas etárias com a vacinação do que a variante Delta.

Ainda assim, os investigadores retiraram conclusões positivas. “As melhores notícias, do meu ponto de vista, é que a vacina de reforço mostra ser altamente eficaz em reduzir a doença grave por Ómicron”.

Os investigadores também que os cidadãos tenham mais atenção aos seus contactos, dado que a Ómicron espalha-se 70 vezes mais rápido do que a Delta quando se fala em infeções por vias respiratórias, uma descoberta que pode explicar a razão desta afetar os sistemas imunitários já criados pelas vacinas.

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