Catarina Martins: “Existem estrangulamentos injustificáveis nos serviços públicos”

A líder do Bloco de Esquerda acusa “os partidos da direita” de “hipocrisia” por “defenderem as reivindicações sindicais”, alerta para “estrangulamentos injustificáveis nos serviços públicos” e diz que “não faz sentido esta corrida para o défice zero”.

A líder do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, iniciou a sua interpelação ao primeiro-ministro dirigindo-se aos partidos da oposição, PSD e CDS-PP, acusando-os de “hipocrisia” por “defenderem as reivindicações sindicais”. Ressalvando que “é mais rápido destruir do que construir” (em referência implícita ao legado do anterior Governo), ainda assim sublinhou que “existem estrangulamentos injustificáveis nos serviços públicos”.

No que respeita à “hipocrisia” dos “partidos da direita”, Martins lembrou que o PSD e o CDS-PP “uniram-se ao PS” para chumbar uma proposta do BE de alteração ao Orçamento do Estado para 2019, “ainda este mês”, visando o reposicionamento remuneratório e de carreira dos técnicos de emergência pré-hospitalar e dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica. A líder do BE criticava assim as intervenções anteriores de Assunção Cristas (líder do CDS-PP) e Fernando Negrão (presidente da bancada parlamentar do PSD), centradas em parte nas greves do setor da Saúde.

Dirigindo-se ao primeiro-ministro, Martins alertou para “estrangulamentos injustificáveis nos serviços públicos” e “problemas nas carreiras que se arrastam há demasiado tempo”. Nesse sentido, defendeu que “cabe ao Governo dar o passo essencial de negociar em vez de empatar, resolver os problemas em vez de os adiar”. Num plano mais geral, disse que “não faz sentido esta corrida para o défice zero”, invocando o exemplo da França, e deixou um aviso: “É mais importante a corrida do défice do que resolver os problemas do país. Isso é um erro”.

 

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