Catarina Martins quer derrota de Le Pen e já pensa no dia seguinte

“O que espero é que Marine Le Pen seja derrotada nestas eleições. Espero que toda a gente que preza valores básicos de democracia e direitos humanos vá votar, e vá votar para derrotar Marine Le Pen”, disse domingo no Porto a coordenadora do BE.

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, fala aos jornalistas durante a conferência de imprensa para apresentação do programa eleitoral às eleições legislativas, na sede nacional do partido, em Lisboa, 21 de dezembro de 2021. MÁRIO CRUZ/LUSA

A coordenadora do BE, Catarina Martins, expressou o desejo de que a candidata de extrema-direita Marine Le Pen seja derrotada nas eleições presidenciais francesas deste domingo, pensando já “no dia seguinte” para mobilizar a esquerda.

“O que espero é que Marine Le Pen seja derrotada nestas eleições. Espero que toda a gente que preza valores básicos de democracia e direitos humanos vá votar, e vá votar para derrotar Marine Le Pen”, disse domingo no Porto a coordenadora do BE.

Catarina Martins falava aos jornalistas no Cinema Trindade, antes de uma sessão do festival de cinema Desobedoc, que serviu para homenagear o fundador do partido Miguel Portas, falecido há dez anos.

“Espero também que nas legislativas que vão ser já a seguir em França o projeto de esquerda forte como o de Jean-Luc Melénchon provou ser, e da França Insubmissa, possa ter um grande resultado”, acrescentou posteriormente.

Para Catarina Martins, França enfrenta este 24 de abril a opção entre Emmanuel Macron (liberal) e Marine Le Pen “porque as políticas liberais de Macron também provocaram enormes desigualdades sociais, enorme descrença na democracia”.

“Bem sei que Macron e as suas políticas liberais são causadores de enormes sentimentos de injustiça e de injustiça social em França, mas para construir melhores projetos é preciso mesmo derrotar Le Pen”, vincou.

Esses “projetos fortes”, segundo Catarina Martins, são de “democracia, de Estado social, de justiça que a França e a Europa bem precisam”.

Questionada acerca dos perigos de uma eventual vitória de Marine Le Pen no escrutínio de domingo, a responsável partidária disse que “qualquer projeto que seja baseado no ódio é um projeto que é um risco, é um risco para a França, para a Europa, e para o mundo”.

“Não precisamos de mais governantes que sejam dirigidos pelo ódio e que se alimentem do ódio”, disse.

A participação na segunda volta das presidenciais francesas era de 63,23% às 17h00 locais (16h00 em Lisboa), a duas horas do encerramento das primeiras assembleias de voto, quase dois pontos abaixo da primeira volta.

Na segunda volta das presidenciais em 2017, que foi disputada, tal como hoje, pelo centrista Emannuel Macron e pela líder da extrema-direita Marine Le Pen, a participação era de 65,30% à mesma hora.

Na primeira volta das presidenciais, realizada há duas semanas, Macron, o Presidente cessante, obteve 27,85% dos votos, contra os 23,15% de Le Pen.

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