Cavaco afasta PCP e BE de um governo alargado

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, “encarregou” Pedro Passos Coelho de “desenvolver diligências com vista a avaliar as possibilidades de constituir uma solução governativa que assegure a estabilidade política e a governabilidade do País”. Mas, em declaração ao País, na terça-feira, Cavaco deixou um recado: não quer o Partido Comunista Português (PCP) e o […]


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O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, “encarregou” Pedro Passos Coelho de “desenvolver diligências com vista a avaliar as possibilidades de constituir uma solução governativa que assegure a estabilidade política e a governabilidade do País”.
Mas, em declaração ao País, na terça-feira, Cavaco deixou um recado: não quer o Partido Comunista Português (PCP) e o Bloco de Esquerda (BE) nessa “solução governativa”.

“O Governo a empossar pelo Presidente da República deverá dar aos portugueses garantias firmes de que respeitará os compromissos internacionais historicamente assumidos pelo Estado Português e as grandes opções estratégicas adotadas pelo País desde a instauração do regime democrático e sufragadas, nestas eleições, pela esmagadora maioria dos cidadãos”, disse Cavaco.

E adianta que, em particular, “exige-se a observância das obrigações decorrentes da participação nas organizações internacionais de defesa coletiva, como a NATO, e da adesão plena à União Europeia e à Zona Euro, assim como o aprofundamento da relação transatlântica e o desenvolvimento dos laços privilegiados com os Estados de expressão portuguesa, nomeadamente no âmbito da CPLP”, Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa.

A mensagem não foi direta, mas foi percebida pelos partidos em causa. Para o líder parlamentar do PCP, o Presidente da República está a “patrocinar a manutenção no Governo das mesmas forças [políticas] que os portugueses disseram nas urnas que não queriam que continuassem”. O deputado comunista João Oliveira, diz que Cavaco está “a procurar insistir na perpetuação da política que vinha sendo executada pelo Governo, particularmente com aquelas notas de continuação da submissão externa no plano da participação de Portugal na NATO, as questões do euro, do Tratado Orçamental ou mesmo da renegociação da dívida”.

Já no BE, Mariana Mortágua veio dizer que “não cabe ao Presidente da República vir condicionar programas de futuros governos”. “Ficou muito claro que Cavaco Silva veio dar uma ajudar ao seu partido, ao PSD, que saiu claramente fragilizado destas eleições. Veio dar uma ajuda para que o PSD possa formar Governo”, diz Mariana Mortágua.
Na comunicação ao País, Cavaco Silva realçou que “Portugal enfrenta complexos desafios que importa ter bem presente” e realçou que em 2011, “teve que subscrever um Programa de Assistência Económica e Financeira com as instituições internacionais. A sua execução foi concluída em maio de 2014, tendo o País regressado com sucesso aos mercados para financiamento do Estado e da economia”. O Presidente reforça que será “necessário assegurar a sustentabilidade da dívida pública, o equilíbrio das contas externas, a redução do endividamento para com o estrangeiro e a competitividade da nossa economia. Importa, pois, criar as condições políticas que permitam melhorar o bem estar do nosso povo e reforçar a credibilidade externa do País”.

Por Carlos Caldeira/OJE

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