Cavaco não abdica de destituir o Governo

O PR esteve ontem igual a ele próprio. Até ao fim! Na tomada de posse do novo primeiro-ministro, Cavaco Silva sublinhou não abdicar de nenhum dos seus poderes.


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Igual a ele próprio. Esta é porventura a melhor definição do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
No discurso oficial prometeu “lealdade institucional ao novo Governo e ao seu primeiro-ministro”, mas frisou não abdicar de nenhum dos seus poderes que a Constituição lhe confere. Ora todos sabem que o único poder que perdeu foi o de dissolver o parlamento e convocar novas eleições, mas pode demitir o Governo se tal considerar necessário para manter o regular funcionamento das instituições nos termos da Constituição da República.

As políticas macroeconómicas seguidas até aqui não terão muito espaço para serem diferentes. O crescimento económico, a atenção ao emprego e a credibilidade externa são temas que Cavaco irá seguir até à última semana de janeiro, momento da eleição do novo Presidente da República.

O XXI Governo Constitucional é um dos maiores da história democrática portuguesa e foi apresentado em tempo relâmpago ao PR, pouco depois da sua indigitação. Ontem, na tomada de posse, António Costa sabia da difícil disposição do PR e fez um discurso bem mais moderado,  aliás, a palavra “moderado” apareceu várias vezes, para tentar mostrar que a governação vai evitar picardias entre os dois orgãos de soberania. Apelou à serenidade e lembrou que se vive num tempo de incertezas e desafios e, por isso, é preferível a opção pelo “diálogo e compromisso”.  Disse: “Não é de crispação que Portugal carece, mas sim de serenidade, Não é altura de salgar feridas, mas sim de sará-las”. Disse ainda que o país e o Governo não progredirá com radicalizações, uma mensagem nítida para Pedro Passos Coelho e Paulo Portas.

Tentando afastar os receios daquela que será a política macroeconómica do novo Governo, Costa acentuou que será uma política alternativa à austeridade, para de seguida frisar que será uma alternativa “realista, cuidadosa e prudente”. Ora aqui o discurso encaixa com aquilo que os analistas têm vindo a dizer sobre os projetos que Mário Centeno, o novo ministro das Finanças, tem na cabeça: haverá políticas de rigor, viradas para o crescimento, com alguma atitude social, mas que no final vão dar resto zero em termos de contas. Aquilo que irá parecer uma política social mais ativa, não será tão profunda como os políticos vão querer mostrar e aquilo que for entregue  a uma política, irá sair de outra.

Mas a reação mais esperada era a de Marcelo Rebelo de Sousa. Citado por orgãos de comunicação social, o candidato a Belém e aquele sobre o qual existe uma maior expetativa para 24 de janeiro, afasta-se de polémicas. Mais. Adverte que os leitores estão fartos de clima de crise e apela ao novo Governo para que governe. Marcelo posiciona-se na ala moderada. Frisou que prolongar o clima de crise não é bom para ninguém.

Por Vítor Norinha/OJE

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