Cavaco Silva considera que “legalização da eutanásia não respeita o espírito da Constituição”

Em declarações à Renascença, Cavaco Silva criticou “o modo displicente como alguns dos nossos políticos tratam a retirada da vida a um ser humano”.

Cavaco Silva

O antigo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva defendeu que não há margem para dúvida sobre a inconstitucionalidade da lei da eutanásia, em declarações à “Rádio Renascença”. “A legalização da eutanásia não respeita o espírito da Constituição”, referiu.

Cavaco Silva criticou “o modo displicente como alguns dos nossos políticos tratam a retirada da vida a um ser humano”. “É condenável e assustador”, considerou. O antigo Chefe do Estado referiu que “autorizar por lei um médico a matar outra pessoa é um salto no desconhecido extremamente perigoso”.

“Em alguns países europeus têm sido reportados casos de pressões sobre idosos e doentes para que aceitem ser mortos. Os mais velhos e os doentes são os mais frágeis”, acrescentou Cavaco Silva.

Na quarta-feira, 30 de novembro, será votado na especialidade o diploma que regulamenta a morte medicamente assistida, na comissão parlamentar de assuntos constitucionais, liberdades e garantias. Depois, segue-se a votação final global em plenário e a avaliação por parte de Belém.

 

 

Recomendadas

PremiumLeia aqui o Jornal Económico desta semana

Esta sexta-feira está nas bancas de todo o país a edição semanal do Jornal Económico. Leia tudo na plataforma JE Leitor. Aproveite as nossas ofertas para assinar o JE e apoie o jornalismo independente.

Pampilhosa da Serra assina novo contrato para assegurar transporte de passageiros

O município da Pampilhosa da Serra, no interior do distrito de Coimbra, vai pagar mensalmente mais de 15 mil euros a uma empresa para assegurar o serviço de transporte público de passageiros nas linhas que funcionam atualmente.

Stop diz que Governo continua sem respostas para as reivindicações dos professores

O coordenado nacional do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (Stop) disse hoje que o Governo continua sem dar respostas às reivindicações dos professores, considerando a reunião de hoje desoladora.
Comentários