CDS diz que Portugal tem agora maior margem de manobra orçamental

O CDS considera que a Comissão Europeia já falhou em anteriores previsões macroeconómicas para Portugal e que o país, após o programa de assistência, tem agora mais margem para atender às suas especificidades nacionais. Esta posição foi assumida pela deputada democrata-cristã Cecília Meireles, na sequência da divulgação das previsões de outono da Comissão Europei. “O […]

O CDS considera que a Comissão Europeia já falhou em anteriores previsões macroeconómicas para Portugal e que o país, após o programa de assistência, tem agora mais margem para atender às suas especificidades nacionais.

Esta posição foi assumida pela deputada democrata-cristã Cecília Meireles, na sequência da divulgação das previsões de outono da Comissão Europei.

“O CDS reafirma a sua confiança nas previsões inscritas no cenário macroeconómico da proposta de Orçamento do Estado para 2015. Para o CDS, continuam a ser realistas os números que estão no Orçamento do Estado”, diz a deputada do CDS.

Cecília Meireles reconhece a existência de divergências entre as estimativas de Bruxelas e as do executivo de Lisboa para o próximo ano, “mas a Comissão Europeia já por diversas vezes se enganou naquilo que estava previsto para Portugal”.

“Antes, durante o programa de assistência financeira, tínhamos que chegar a um acordo com a Comissão Europeia e com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em relação ao cenário macroeconómico, mas agora temos uma margem de manobra diferente para atendermos às especificidades portuguesas”, sustenta.

Cecília Meireles aponta ainda que, no que respeita ao Orçamento, “não foram pedidas medidas adicionais” por parte de Bruxelas a Portugal.

OJE/Lusa

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