CDS-PP considera gestão da TAP “desastrada e nebulosa”

“O mais recente da triste série de episódios disparatados, a remuneração da gestão de topo, é especialmente revelador do desnorte e da crise de ansiedade que se instalou em torno da TAP”, frisou o vice-presidente do partido, Miguel Barbosa.

O vice-presidente do CDS-PP, Miguel Barbosa, criticou esta quarta-feira o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, e classificou a gestão da TAP como “desastrada e nebulosa”.

“O Governo, particularmente o ministro Pedro Nuno Santos, refém de um anacrónico complexo ideológico, tem gerido a questão da TAP de forma desastrada e nebulosa. Exige-se que arrepie rapidamente caminho de forma a evitar mais um negócio ruinoso que todos teremos de pagar”, apontou, em comunicado, Miguel Barbosa.

O centrista acredita que “a falta de transparência em torno de um projeto de restruturação apresentado em fascículos, sem o suporte de estudos e dados que permitam uma discussão desassombrada e, sobretudo, sem discussão das alternativas que em nome da transparência e do interesse publico podiam – e deviam – estar em cima da mesa, ensombra de modo inaceitável todo este processo”.

“O mais recente da triste série de episódios disparatados, a remuneração da gestão de topo, é especialmente revelador do desnorte e da crise de ansiedade que se instalou em torno da TAP”, frisou Miguel Barbosa.

“Num momento em que a empresa atravessa o período mais turbulento da sua vida, se prepara para despedir uma parte considerável da sua força de trabalho, e em que os contribuintes são chamados para a socorrer, não se compreende que a questão da remuneração dos seus órgãos de gestão se coloque, intoxicando ainda mais a opinião pública”, afirmou o vice-presidente do CDS-PP considerando ainda a situação como “inaceitável e inoportuna”.

Para o CDS-PP, “Pedro Nuno Santos representa-nos enquanto acionista maioritário da empresa”. “Não pode dispensar o mínimo de boa prática de governo das sociedades nem viver em boa consciência com o facto de o Estado não estar representado na Comissão de Vencimentos. E não pode, sobretudo, tentar distanciar-se desta decisão. Quem representa o interesse coletivo na empresa não deve ignorar nem pode desconhecer. A tentativa de o fazer, não ridiculariza apenas o próprio enquanto acionista invisível, apouca todos os portugueses”, completou.

Miguel Barbosa recorda que “empresa que em vésperas de Natal suspende, de modo unilateral, os vários acordos em vigor que enquadram a relação com os seus trabalhadores, é a empresa que a dias do Réveillon se permite ser notícia devido à remuneração da gestão”. “E é a mesma empresa que, por capricho do próprio, o país se viu obrigado a confiar a Pedro Nuno Santos – o ministro que gosta de ser reconhecido pelo governante mais à esquerda do executivo, que “faz tremer as pernas a credores germânicos” é o “campeão de inverno” dos despedimentos coletivos e promete envergar a faixa no final da época”, acrescentou.

“O impacto da pandemia na indústria da aviação cria turbulência e desafios mais do que suficientes à sobrevivência da TAP. Dispensa-se por isso que o destempero da tripulação adicione desnorte à aeronave”, afirma Miguel Barbosa cujo partido pede que o “Governo seja capaz de criar as condições de bom governo da sociedade que assegurem a serenidade e responsabilidade que o momento reclama, permitindo, tanto quanto possível,  um ano novo, vida nova à empresa”.

Além do vice-presidente do CDS-PP, o deputado centrista João Gonçalves Pereira também comentou os aumentos salariais na TAP em entrevista ao Jornal Económico. “Estes últimos acontecimentos merecem uma explicação rápida e clara da parte do governo designadamente do ministro das Infraestruturas. Este é mais um episodio que vem revelar a enorme trapalhada da gestão de Pedro Nuno Santos do dossier da TAP”, sublinhou João Gonçalves Pereira em declarações proferidas ao JE na terça-feira, 29 de dezembro.

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