CDS-PP: Movimento interno exige “mais diálogo” à direção do partido

Pedro Borges de Lemos, da concelhia de Lisboa do CDS-PP e que lidera este movimento, defendeu a necessidade partido “dar voz e respeitar as bases, o que não se tem verificado com a atual direcção”.

Movimento interno do CDS-PP “CDSXXI Futuro no Presente” reuniu-se no Porto para pedir “mais diálogo” à direção do partido, acusando-a de seguir uma linha não de procura de consensos, mas de confronto. Pedro Borges de Lemos promete apresentar uma moção no próximo congresso.

O encontro contou com perto de uma centena de militantes e simpatizantes do CDS-PP e teve como oradores o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto Nuno Cardoso e o ex-deputado PSD António Vilar.

Pedro Borges de Lemos, da concelhia de Lisboa do CDS-PP e que lidera este movimento, defendeu a necessidade partido “dar voz e respeitar as bases, o que não se tem verificado com a atual direcção”.

Defendeu, também, que o partido deve ter uma vocação de governo, seguindo “um caminho separado e independente do PSD ou de qualquer outra força política”, mas que “deve estar disponível para convergências com quaisquer executivos nas grandes reformas do Estado”.

E criticou o facto de o partido estar” cada vez mais afastado da sua matriz democrata-cristã” e a seguir “uma linha que não promove a cultura do diálogo e dos consensos, mas uma linha destrutiva e radical que nunca foi a do CDS-PP”.

Borges de Lemos disse que ainda não decidiu se avança para uma candidatura à liderança do partido já no próximo congresso, mas prometeu que o movimento apresentará uma moção, com propostas que diz irem “ao encontro das necessidades dos militantes e daqueles que estão descontentes com a atual liderança”.

Estiveram presentes no encontro atuais e antigos dirigentes do CDS-PP, como o ex-deputado e presidente da distrital de Lisboa da Federação dos Trabalhadores Democratas Cristãos, Ismael Pimentel, a ex-presidente da distrital de Coimbra Sónia Sousa Mendes e presidentes de concelhias do partido.

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