CDS-PP. Ponto final na liderança de Paulo Portas

Paulo Portas, presidente do CDS-PP, comunicou à comissão política nacional do partido que não irá recandidatar-se à liderança do partido após 16 anos no cargo, com apenas dois anos de intervalo.


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“É tempo de passar o testemunho e eu faço-o com toda a naturalidade”, afirmou Paulo Portas a noite passada.

A comunicação foi feita segunda-feira à noite durante reunião da comissão política, na sede do CDS-PP em Lisboa. Esta reunião antecede o Conselho Nacional do partido, agendado para o final da primeira semana de janeiro. Durante este Conselho Nacional será marcado o Congresso Nacional do partido, no qual será eleita a nova liderança do partido. A reunião magna centrista deverá ocorrer em março ou abril de 2016.

A decisão já teria sido “pré-anunciada”. De acordo com Nuno Saraiva, subdiretor do Diário de Notícias “Paulo Portas foi mais ou menos pré-anunciando esta decisão” quando falou em “abrir um novo ciclo”, refere notícia da TSF. Foi o caso do jantar de Natal da concelhia de Lisboa, em que o líder se emocionou ao ouvir um apelo público para que permanecesse na liderança do partido, acrescenta a TSF recordando as palavras de Telmo Correia na altura: “Meu caro Paulo, nunca, como hoje, o partido precisou tanto de ti. Nunca, como hoje, a tua sabedoria, a tua capacidade e a tua argúcia política serão tão importantes num ciclo,ele próprio tão estranho, tão exótico e tão fora do comum. É evidente que esse é o desafio e o repto que ficam. O repto que fica e o voto que ficam é que, como família política, estejamos unidos no ano de 2016”.

Paulo Portas considera que é a altura de se afastar da liderança do partido e justifica-o com o tempo que ocupa o cargo – 16 anos – e com um novo ciclo em que o centro-direita só voltará a governar com maioria absoluta, assinala o jornal o Público, citando o líder do CDS-PP que falou com os jornalistas após quatro horas de reunião da Comissão Política nacional em que anunciou a sua decisão.

Paulo Portas lidera o partido desde 1998, sendo este um dos motivos apontados pelo dirigente que ocupa há mais tempo este tipo de funções em Portugal. Foi eleito em 1998, no Congresso de Braga. Paulo Portas esteve ausente da liderança do partido, durante dois anos, entre 2005 e 2007, altura em que a presidência foi ocupada por José Ribeiro e Castro.

Segundo o jornal o Público, mais uma vez Portas apresentou-se emocionado e garantiu que será imparcial na escolha que o CDS fará para o próximo presidente a ser eleito no Congresso. “O partido fará com total isenção da minha parte uma escolha de futuro”, disse. Apesar de reconhecer que a sua sucessão gera preocupação no partido, Portas tentou desdramatizar: “É tempo de passar o testemunho e eu faço-o com toda a naturalidade”.

Ainda de acordo com o Público, ao rol de motivos para se afastar, Portas acrescenta que: “É honesto estar consciente de que se me candidatasse teria de estar disponível não para um mandato de dois anos mas para vários”, disse, contando com “o regresso do centro direita ao poder”. “Isso levaria a minha presença do CDS para lá de 20 anos o que com toda a franqueza não é desejável”, afirmou. O ainda líder do CDS revelou que pretendia “abrir a sucessão” no partido, mesmo se as eleições legislativas tivessem “resultado num novo mandato”.

OJE

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