Cem soldados mortos em combates na fronteira entre Arménia e Azerbaijão

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Azerbaijão disse que estava a responder a uma “provocação em grande escala” por parte da Arménia, no final de segunda-feira e início de terça-feira, acrescentando que as tropas arménias colocaram minas e dispararam contra posições militares azeris.

Pelo menos uma centena de soldados morreu nos combates, na terça-feira, na fronteira entre a Arménia e o Azerbaijão, disseram Ministérios dos dois países.

A Arménia disse que pelo menos 49 soldados foram mortos, enquanto o Azerbaijão indicou ter perdido 50.

Os combates irromperam minutos depois da meia-noite (21:00 de segunda-feira em Lisboa), com as forças azeris a desencadear uma barragem de artilharia e ataques com drones em muitas secções do território arménio, de acordo com o Ministério da Defesa da Arménia.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Azerbaijão disse que estava a responder a uma “provocação em grande escala” por parte da Arménia, no final de segunda-feira e início de terça-feira, acrescentando que as tropas arménias colocaram minas e dispararam contra posições militares azeris.

Os dois países disputam várias zonas de fronteira, incluindo o território de Nagorno-Karabakh, um enclave no Azerbaijão ocupado pela Arménia, que provocou um violento conflito armado entre 1993 e 1994, com milhares de vítimas, antes de um cessar-fogo que tem sido violado diversas vezes.

Enclave separatista arménio em território do Azerbaijão, país vizinho do Irão, Nagorno-Karabakh voltou a ser palco de violentos combates entre forças arménias e azeris em setembro e outubro de 2020, durante os quais morreram cerca de 6.500 pessoas.

O Nagorno-Karabakh, habitado na época soviética por uma maioria arménia cristã e uma minoria azeri muçulmana xiita, efetuou a secessão do Azerbaijão, na sequência do fim da União Soviética, motivando uma guerra com 30.000 mortos e centenas de milhares de deslocados.

O conflito de 2020 terminou com um acordo de paz mediado pela Rússia, que enviou cerca de duas mil tropas para a região para servirem como forças de manutenção da paz ao abrigo do acordo, procurou manter laços amigáveis com ambas as nações.

O governo russo mantém fortes laços económicos e de segurança com a Arménia, que acolhe uma base militar russa, e ao mesmo tempo, desenvolve uma estreita cooperação com o Azerbaijão, rico em petróleo.

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