Centros hospitalares do Porto, Coimbra, e Lisboa começam a vacinar primeiro. Primeiras doses chegam a 26 de dezembro

Os profissionais de saúde de cinco centro hospitalares do Porto, Coimbra e Lisboa vão receber as primeiras doses da vacina da Pfizer-BioNTech contra a Covid-19. Segundo a ministra da Saúde, Portugal deverá receber as primeiras unidades a 26 de dezembro.

António Pedro Santos/Lusa

Os profissionais de saúde dos centros hospitalares de São João, Porto, Coimbra, Lisboa Norte e Lisboa Central vão ser os primeiros a receber a vacina contra a Covid-19 em Portugal. O anúncio foi feito pela ministra da Saúde Marta Temido, esta segunda-feira, após uma reunião, presidida pelo primeiro-ministro António Costa, da task force responsável por coordenar uma estratégia de vacinação a nível nacional, no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

“Selecionámos para este primeiro momento de vacinação, em janeiro, os profissionais de saúde envolvidos diretamente na prestação de cuidados a doentes e que pertencem a cinco hospitais do Serviço Nacional do Saúde (SNS): os centro hospitalar universitário de São João, centro hospitalar universitário do Porto, centro hospitalar universitário de Coimbra, centro de Lisboa Norte e Lisboa Central”, anunciou a responsável pela pasta da Saúde.

Durante a mesma conferência de imprensa, Marta Temido avançou que está previsto que a Pfizer entregue em Portugal no dia 26 de dezembro as primeiras doses da vacina, garantindo que no ia 27 “estamos preparados para começar, como tínhamos previsto, a administração de vacinas”.

Na semana passada, a ministra da Saúde já tinha adiantado que o país espera receber cerca de 9.750 unidades da vacina desta farmacêutica e irá priorizar os profissionais de saúde, uma vez que são “aqueles que na primeira linha nos poderão ajudar melhor a proteger os restantes”.

O plano de vacinação para Portugal prevê que, a 4 de janeiro, cheguem cerca de 303 mil doses, em fevereiro, 429 mil doses e 487,500 doses em março.

Governo prevê dar início à vacinação contra a Covid-19 entre 27 e 29 de dezembro

Nova estirpe é “mais preocupante”, assume Marta Temido

Questionada sobre a nova estirpe da Covid-19 registada no Reino Unido, a ministra da Saúde relembrou os últimos testes e análises feitos pelo Instituto Nacional Ricardo Jorge — com amostras recolhidas em 16 distritos e 113 concelhos ao longo do mês de novembro — divulgados durante o fim de semana, e que indicam que esta variante ainda não está a circular em Portugal.

“Esta não é a primeira variante [do vírus] mas agrega um conjunto de especificidades que a tornam mais transmissível. Aquilo que neste momento nos tem sido informado é que será uma variante que não tem mais risco de complicações hospitalares, nem maior risco de letalidade, mas terá uma capacidade de se introduzir no organismo e se multiplicar mais acentuada”, explicou.

No entanto, a responsável sublinha que esta nova estirpe é “mais preocupante”.

Nesse sentido, acrescenta Marta Temido, Portugal optou por introduzir medidas restritivas adicionais, nomeadamente “restringir a entrada no país a cidadãos portugueses, ou com residência em Portugal ou pessoal diplomático, e exigir que trouxessem um comprovativo da realização de um teste pelo método PCR com validade de 72 horas”.

Nos casos em que isso não seja possível, disse ainda Marta Temido, vai ser possível fazer testes à chegada ao território português, devendo os cidadãos observar o dever de recolhimento até serem conhecidos os respetivos resultados. O mesmo é válido para quem viaje com comprovativos aos chamados testes rápidos, cujos resultados não são tão fiáveis como os PCR.

Notícia atualizada às 14h27

 

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