Centros de inspeção automóvel exigem que motas sejam abrangidas pelas inspeções

Setor vale um volume de negócios de cerca de 170 milhões de euros por ano em Portugal.

As empresas nacionais que gerem centros de inspeção automóvel criticam o Governo por ainda não ter publicado a legislação necessária para que as inpeções às motas se torne uma realidade em Portugal.

“Custa a compreender que, tendo a legislação que alargou a obrigatoriedade de inspeção às motas sido publicada em 2012 e tendo sido exigidos duros sacrifícios aos centros de inspeção, que responderam com grande sentido de responsabilidade, chegarmos ao final de 2016 sem qualquer decisão”, queixou-se Paulo Areal, presidente da direção da ANCIA – Associação Nacional de Centros de Inspeção Automóvel, no almoço de Natal que realizou na passada quinta-feira.

Segundo informação recolhida pelo Jornal Económico junto da ANCIA, as empresas do setor investiram no conjunto cerca de 30 milhões de euros para estarem aptas a realizar este tipo de inspeções, sem quaisquer resultados práticos até ao momento.

A inspeção a motociclos, triciclos e quadriciclos resulta de uma decisão do Estado português, que, por legislação publicada em 2012, operacionalizou uma medida que constava do Plano Nacional de Prevenção Rodoviária.

O Jornal Económico apurou que o universo deste tipo de veículos a circular em Portugal deverá contabilizar cerca de 80 mil veículos, uma vez que a obrigação legal de inspeção só está prevista para veículos com cilindrada acima de 250 cm3.

Quando se concretizar esta medida há muito tempo aguardada, os associados da ANCIA ter um acréscimo de receitas de cerca de 1,2 milhões de euros por ano.

Além dos motociclos, a ANCIA defende também a realização de inspeções aos tratores existentes em Portugal, assim como uma segunda inspeção intercalada aos automóveis já abrangidos, para efeitos de controlo de emissões poluentes.

Neste momento, os centros de inspeção automóvel em Portugal representam um volume de negócios anual de cerca de 170 milhões de euros, decorrentes da inspeção de 5,7 milhões de veículos a cricular no nosso País.

 

Recomendadas

PRR, mesmo sem inflação, sofreria dos mesmos problemas

Execução da bazuca enfrentaria dificuldades com burocracia e mudanças na economia global, reforçando papel dos contabilistas.

Cabo Verde quer reforçar combate à pobreza com aumento de 25% da taxa turística

Governo liderado por Ulisses Correia e Silva prevê arrecadar 8,6 milhões de euros com o aumento da taxa, que serão canalizados para o fundo de financiamento Programa Mais, Mobilização pela Aceleração da Inclusão Social, concebido para apoiar projetos de combate à pobreza extrema e exclusão social, segundo a Forbes África Lusófona.

Receitas do turismo estão 14% acima das do pré-pandemia

Os resultados até agora obtidos são animadores, contudo a crescente subida dos preços traz alguma apreensão
Comentários