CEO da Galp: “Não mudamos o sistema ao demonizar o petróleo e o gás”

O gestor aponta que é preciso investir mais em energias renováveis.

O presidente executivo da Galp considera que existe um “problema de falta de investimento” no sector energético e que este vai continuar “volátil durante muito tempo”.

“A transição energética é muito mais do que construir renováveis, mas é preciso acelerar o investimento em renováveis”, começou por dizer o gestor durante a conferência da Associação Portuguesa de Energia (APE) que teve hoje lugar em Lisboa.

“Se não investirmos, não conseguimos produzir. Somos muito dependentes. Não mudamos o sistema ao demonizar o gás e o petróleo. O petróleo está embrenhado no mundo”, afirmou Andy Brown.

Sobre o impacto da invasão russa da Ucrânia nos mercados de energia, disse que “os preços do gás estão muito altos, o equivalente a 200 dólares o barril, seis vezes o preço normal. O embargo à Rússia vai começar, mas entretanto está a produzir 11 milhões de barris de petróleo por dia, o mesmo que no início da guerra. Metade do gasóleo que a União Europeia consome vem da Rússia”, destacou.

“Os  minerais vão ser o mais crucial. O cobre vai dobrar até 2035. O mundo tem de acelerar a mineração”, afirmou.

“Foram dois anos anos extraordinários”, disse o gestor sobre  a sua passagem pela Galp, sendo substituído no cargo por Filipe Silva a partir de 1 de janeiro.

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