CEO da TAP pede desculpas pelos constrangimentos no aeroporto e apela à compreensão

Christine Ourmières-Widener reconhece que a crise da aviação “não deverá melhorar nas próximas semanas”.

A CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener, presta declarações à imprensa esta tarde na sede da TAP, em Lisboa, 22 de junho de 2022. INÁCIO ROSA/LUSA

A CEO da TAP pediu esta segunda-feira as mais “sinceras desculpas” aos clientes da companhia aérea devido aos constrangimentos no aeroporto, que em Lisboa levou ao cancelamento de mais de 30 voos só hoje e uma centena no fim de semana. Christine Ourmières-Widener garante que a empresa está empenhada em resolver a situação, mas admite que a crise na aviação “não deverá melhorar nas próximas semanas”.

“Reconhecemos que não estamos a oferecer o serviço de excelência que planeámos e que queremos que experiencie connosco, face à crise que o transporte aéreo atravessa e que, de acordo com as previsões mais recentes, não deverá melhorar nas próximas semanas, fruto do aumento regular das viagens de lazer e de negócios. Por tudo isto, apresentamos-lhe as nossas mais sinceras desculpas”, referiu Christine Ourmières-Widener, numa carta enviada aos clientes.

Na missiva, a CEO começa por reconhecer que “os últimos dois anos foram muito difíceis para todos nós, sobretudo para o sector da aviação comercial, extremamente penalizado devido à pandemia”. “Todos os colaboradores da TAP Air Portugal têm trabalhado resiliente e consistentemente na reconstrução da companhia e em ganhar novamente a sua confiança”, garante.

Em relação aos fortes constrangimentos de sábado e domingo, afirma que “não foi fácil” também para a TAP e que só o “empenho e esforço das equipas” foi possível levar o maior número de passageiros ao seu destino e “normalizar a operação”.

Christine Ourmières-Widener adverte ainda os viajantes que, apesar de as restrições para controlo da pandemia terem sido quase todas levantadas, tanto o transporte aéreo como a estrutura e serviços complementares enfrentam “uma séria limitação de recursos a nível global, num momento em que as operações de voo passaram praticamente do zero para cerca de 90%” em relação a 2019.

“Garantimos que a TAP e todas as nossas equipas estão empenhadas, neste momento, em minimizar ao máximo todo e qualquer inconveniente que possa surgir durante a sua jornada connosco, esperando contar com um transporte aéreo mais robusto, funcional e articulado no verão de 2023”, conclui a gestora francesa.

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