CEO das energéticas francesas apelam a redução dos consumos de empresas e famílias já neste verão

“Agir desde já, neste verão, vai permitir-nos chegar mais bem preparados ao princípio do inverno”, argumentam os três CEO das gigantes francesas num raro apelo do sector privado sobre este tema.

Os gigantes franceses da energia Engie, EDF e TotalEnergies apelaram este domingo às empresas e às famílias para que reduzam o consumo de “forma imediata”, para estarem mais preparados para o inverno. “Temos que trabalhar em conjunto para reduzir o consumo, para ganhar margem de ação”, afirmam os máximos responsáveis das três maiores energéticas francesas numa carta conjunta publicada no semanário Journal du Dimanche.

Este tipo de apelos tem sido uma constante nos últimos meses por parte das autoridades (Governos e, sobretudo, a Comissão Europeia). A novidade deste domingo é que, agora, é o sector privado quem o está a fazer.

A carta dos CEO da Engie (elétrica), Catherine MacGregor; EDF (elétrica), Jean-Bernard Lévy; e TotalEnergies (petrolífera), Patrick Pouyanné, surge no decorrer de uma nova escalada dos preços da energia na Europa, na sequência do corte de abastecimento de gás proveniente da Rússia. “Agir desde já, neste verão, vai permitir-nos chegar mais bem preparados ao princípio do inverno”, argumentam.

Desde meados deste mês que a produtora de gás estatal russa, a Gazprom, reduziu drasticamente os envios às três maiores economias da Zona Euro – a Alemanha, a França e a Itália – tanto através do gasoduto Nord Stream como através do corredor ucraniano.

“O pico dos preços da energia  ameaça a nossa coesão social e política e tem um impacto demasiado forte no poder de compra das  famílias”, sublinham os três CEO no texto publicado este domingo.

Recomendadas

Misericórdia contrata grupo Gabriel Couto para empreitada de 7,5 milhões

Reabilitação e construção de um empreendimento imobiliário no centro de Lisboa vai permitir a oferta de 32 novos apartamentos de tipologias diversas.

Media Capital passa de prejuízo a lucro de 40,7 milhões no primeiro semestre

A Media Capital passou de prejuízos de 8,4 milhões de euros no primeiro semestre de 2021 a lucros de 40,7 milhões de euros nos primeiros seis meses deste ano, anunciou esta quinta-feira a dona da TVI.

Sector das TI pode ganhar 100 mil milhões com as empresas de média dimensão europeias

Hendrik Willenbruch, sócio da Oliver Wyman, diz que as organizações “recorrem cada vez mais a fornecedores externos, especialmente as médias empresas, que consideram mais difícil atrair talento num ambiente de escassez geral de especialistas em recursos” tecnológicos.
Comentários