CEO do Credit Suisse Espanha renuncia em plena reorganização do banco

Continua a saga das demissões no Credit Suisse. O CEO do Credit Suisse em Espanha, Wenceslao Bunge, e responsável também pelo mercado português, renunciou ao cargo em pleno processo de reorganização do banco. A notícia é avançada pelo Expansión.

Continua a saga das demissões no Credit Suisse. O CEO do Credit Suisse em Espanha, Wenceslao Bunge, e responsável também pelo mercado português, renunciou ao cargo em pleno processo de reorganização do banco. A notícia é avançada pelo “Expansión”.

O responsável do banco suíço, especialista em gestão de fortunas para os mercados de Espanha e Portugal, Wenceslao Bunge, renunciou ao cargo para iniciar um novo percurso profissional fora do setor, avança o jornal.

O CEO do banco suíço em Espanha deixa o banco acompanhado por outro dos pesos pesados ​​da instituição, Jaime Riera, até agora responsável por Private & Growth Markets para a Europa.

O banco suíço irá substituir temporariamente o CEO por Emilio Gallego, atual Diretor de Operações do Credit Suisse em Espanha. Nas próximas semanas, o novo e definitivo CEO será conhecido, avança a imprensa espanhola.

As novas mudanças na cúpula do Credit Suisse ocorrem no meio de uma crise de reputação do banco a nível internacional.

Recorde-se que, em janeiro deste ano, o português António Horta-Osório renunciou à presidência não executiva do banco na sequência das notícias de que violou “involuntariamente” as regras de quarentena suíças, depois de ter ajudado a preparar o realinhamento estratégico do Credit Suisse que segundo o banqueiro português “irá proporcionar um foco claro no fortalecimento, simplificação e investimento no crescimento”.

O Credit Suisse nomeou então Axel P. Lehmann como presidente do conselho de administração.

Mais tarde o banqueiro português disse que “Credit Suisse foi uma escolha que se revelou errada”.

O Credit Suisse, o segundo maior banco da Suíça, foi abalado por uma série de escândalos durante o ano passado. Em março, enfrentou o colapso da empresa financeira Greensill – na qual tinha colocado cerca de 10 mil milhões de dólares através de quatro fundos -, e em seguida a implosão do fundo norte-americano Archegos, que custou ao banco cerca de 5 mil milhões de dólares.

No ano passado, o banco suíço Credit Suisse reportou que terá um impacto de 4,4 mil milhões de francos suíços (3,9 mil milhões de euros) devido aos prejuízos resultantes do colapso do fundo privado Archegos Capital Management.

Já este ano, depois do conflito Rússia/Ucrânia e sanções do Ocidente contra o país liderado por Putin, saíram notícias que o banco Credit Suisse teria pedido aos investidores que destruíssem documentos vinculados aos empréstimos que financiaram iates e jatos particulares dos oligarcas russos. O que o banco prontamente desmentiu.

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