Cerca de 430 pontes e viadutos inspecionados pela EP precisam de obras não urgentes

Há 432 pontes e viadutos inspecionados pela Estradas de Portugal (EP) a precisar de intervenção não urgente, enquanto quase 2.900 estão em bom estado de conservação, segundo dados disponibilizados hoje pela empresa à agência Lusa. Em 2014, a EP realizou 3324 inspeções às suas obras de arte (estruturas de dimensão significativa, como pontes, viadutos e […]

Há 432 pontes e viadutos inspecionados pela Estradas de Portugal (EP) a precisar de intervenção não urgente, enquanto quase 2.900 estão em bom estado de conservação, segundo dados disponibilizados hoje pela empresa à agência Lusa.

Em 2014, a EP realizou 3324 inspeções às suas obras de arte (estruturas de dimensão significativa, como pontes, viadutos e túneis), 2402 de rotina, realizadas para detetar as necessidades de manutenção, e 922 principais, para avaliar a condição estrutural da obra e das suas necessidades de reparação.

A empresa concluiu que 87% das obras de arte inspecionadas estão em bom ou muito bom estado de conservação e que as restantes 432 necessitam de algum tipo de intervenção, mas não urgente, explicou à Lusa fonte da empresa.

“Apenas cerca de 2% das obras de arte da EP estão identificadas como necessitando de uma intervenção em prazo inferior a três anos, encontrando-se os respetivos processos de reparação em curso. Nesta situação apenas se encontram 15 obras de arte”, refere a empresa.

Segundo a EP, desde 2008 que se tem verificado “uma melhoria contínua do estado de conservação das obras de arte, sendo que a avaliação média do estado de conservação das estruturas em 2014 situou-se no 1,76 contra 1,82 no ano anterior, isto é, uma melhoria de cerca de 3%”.

É que a Estradas de Portugal atribui uma nota entre 0 e 5 ao estado de conservação das obras de arte, em que a classificação cinco indica a necessidade de realizar uma intervenção no espaço máximo de três anos.

A empresa investiu mais de 150 milhões de euros nos últimos cinco anos “na realização de inspeções a todas as estruturas e na definição de uma estratégia de intervenções programadas”.

Este ano foi também o primeiro em que a EP recorreu a mergulhadores engenheiros da empresa, e não a ‘outsourcing’, realizando inspeções subaquáticas para avaliação estrutural das obras de arte e das suas necessidades de reparação.

Atualmente, 5276 obras de arte encontram-se sob gestão direta da Estradas de Portugal, sendo que cerca de 20% são pontes e aproximadamente 40% são passagens hidráulicas. Cerca de 130 pontes possuem elementos submersos em leito de rio.

OJE/Lusa

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