Certificados de poupança captam 231 milhões em julho

Este valor compara com uma média mensal de 290 milhões no conjunto de 2016 e com 219 milhões de euros nos últimos três meses.

Cristina Bernardo

As subscrições de certificados atingiram os  231 milhões de euros em julho, segundo dados do Banco de Portugal.

Os certificados de poupança continuaram assim a atrair investidores apesar da emissão de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável.

De acordo com dados do Banco de Portugal, o montante líquido aplicado em Certificados de Poupança (e Certificados do Tesouro Poupança Mais – CTPM e Certificados de Aforro, o “stock” aumentou 231 milhões de euros para 25.873 milhões), compara com uma média mensal de 290 milhões no conjunto de 2016 e com 219 milhões de euros nos últimos três meses.

A evolução manteve-se potenciada pela subscrição de Certificados Poupança Mais (CTPM) que atingiram 285 milhões enquanto a subscrição de Certificados de Aforro foi negativa pelo sétimo mês consecutivo atingindo -54 milhões (valores líquidos de resgates).

Os números divulgados relativos ao mês de julho mantiveram a tendência dos meses anteriores, sendo de salientar que a subscrição líquida de CTPM atingiu um dos valores mais baixo desde o início do ano, diz o Caixa BI no seu daily.

Destaque ainda para o facto de durante o mês de julho terem ainda sido colocados 1.200 milhões de euros em OTRV, um produto igualmente orientado para investidores de retalho.

De acordo com o IGCP, o Estado Português pretende aumentar o seu financiamento em 2017 via emissão de 3,5 mil milhões de euros em produtos de retalho, lembra o Caixa BI.

A colocação de produtos de Poupança & Seguros para os CTT gerou receitas no semestre de 17,1 milhões de euros (+31.9% face ao ano passado), o que representou cerca de 52% das receitas do segmento de Serviços Financeiros (32,8 milhões no primeiro semestre, +1.8% do que há um ano), “devendo continuar a ser o vetor de crescimento desta área de negócio”, diz a nota do Caixa BI.

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