Certificados do Tesouro ultrapassam Certificados de Aforro em junho

O montante líquido aplicado em Certificados de Poupança atingiu 203 milhões em junho de 2017, o que compara com uma média mensal de 290 milhões de euros em 2016 e com uma média de 215 milhões nos últimos três meses. A evolução foi mais uma vez potenciada pela subscrição de Certificados Poupança Mais.

De acordo com dados do Banco de Portugal, o montante líquido aplicado em Certificados de Poupança atingiu 203 milhões em junho de 2017, “o que compara com uma média mensal de 290 milhões de euros em 2016 e com uma média de 215 milhões nos últimos três meses”, avança o Caixa BI.

A evolução foi mais uma vez potenciada pela subscrição de Certificados Poupança Mais (CTPM), ou Cerficados do Tesouro, que atingiram 260 milhões de euros em junho, ao passo que a subscrição de Certificados de Aforro foi negativa pelo sétimo mês consecutivo atingindo -57 milhões de euros (valores líquidos de resgates). Desde o inicio do ano que os Certificados de Aforro têm uma subscrição negativa, sendo que em junho foi o mês ainda assim menos negativo.

Em junho o stock de Certificados do Tesouro somava 13,4 mil milhões de euros, enquanto o stock de Certificados de Aforro somava 12,29 mil milhões de euros. Este é quarto mês consecutivo (desde março) que os Certificados do Tesouro superam os Certificados do Tesouro em stock total.

Ao todo, os portugueses têm aplicado em dívida do Estado português 25,64 mil milhões de euros, valores de junho.

Os números divulgados relativos ao mês de junho mantiveram a tendência dos meses anteriores, sendo de salientar que a subscrição líquida de Certificados Poupança Mais atingiu o valor mais baixo desde o início do ano, tendo ficado 27% abaixo da média mensal de 2017 até esta data, salienta a análise do Caixa BI.

De acordo com o IGCP, o Estado Português pretende aumentar o seu financiamento em 2017 via emissão de 3,5 milhões de euros em produtos de retalho.

Segundo o Caixa BI, a colocação de produtos de Poupança & Seguros para os CTT gerou receitas de 9,6 milhões de euros (+42.7% na comparação anual) no 1º trimestre de 2017, o que representou cerca de 55% das receitas do segmento de Serviços Financeiros (7,4 milhões no 1º trimestre, +5,3% face ao primeiro trimestre de 2016). “Conforme já referido por diversas vezes, a área de Poupança & Seguros deverá continuar a ser o vetor de crescimento desta área de negócio”, diz o banco de investimento.

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