CESP-Madeira exige ao Governo Regional aumentos salariais para trabalhadores administrativos

O sindicato refere que “os valores salariais constantes da referida portaria estão há muito desatualizados, com níveis muito abaixo dos valores do SMR [Salário Mínimo Regional]”, exigindo um acréscimo de 500 euros aos trabalhadores.

A delegação do Funchal do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Escritório e Serviços de Portugal (CESP) exige ao Governo Regional da Madeira um acréscimo de 500 euros aos salários dos trabalhadores administrativos da região, alegando que a portaria que define as condições de trabalho destes profissionais não é atualizada desde 2014.

Em comunicado, o sindicato refere que “os valores salariais constantes da referida portaria, estão há muito desatualizados, com níveis muito abaixo dos valores do SMR [Salário Mínimo Regional]”.

Deste modo, a CESP lamenta que os trabalhadores abrangidos por esta portaria estejam “perante uma grande desvalorização salarial e profissional, perdendo drasticamente o poder de compra, resultando em consequências desastrosas nas condições de vida pessoal e familiar dos trabalhadores”.

Em contraste, a CESP alega que a portaria de regulamentação para este setor aplicada ao território continental, tem vindo a ser atualizada, apesar de “tardiamente e com salários aquém do necessário para fazer face ao aumento do custo de vida”, considera o sindicato.

Ainda assim, os valores salariais implementados na portaria estão 250 euros acima da Portaria aplicada na região, lamenta o sindicato, exigindo que estes valores sejam equiparados, com consideração pela diferenciação dos custos da insularidade.

Entre outras reivindicações, o sindicato requer ainda que o subsidio de refeição aumente para 5,50 euros por cada dia de trabalho, bem como a diuturnidade no valor de 30 euros cada, por cada três anos de antiguidade na
empresa. Para além disso, é exigido um máximo de 35 horas laborais a todos os trabalhadores com um descanso complementar e obrigatório aos sábados e domingos. Quanto às férias, o CESP pede 25 dias úteis, independentemente das faltas justificadas.

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